sábado, 22 de dezembro de 2007

Natal


Sempre gostei do Natal. Sempre me encantei com o espírito que nos cerca nesta data. E para mim isso é maravilhoso visto que em minha casa não havia celebrações de Natal conforme acontecia no meu espírito. Era apenas mais uma festa, um feriado, onde no máximo se diziam palavras de bem ao outro. Nunca sentei numa mesa para compartilhar algo sobre a Encarnação nem na minha infância e nem na igreja.

Na igreja o que eu ouvia eram sermões explicando a origem pagã do Natal e o significado diabólico de cada símbolo natalino. Mas sem saber o porquê nunca liguei para essas coisas. Para mim o Natal sempre foi mágico, não por causa do papai Noel, mas por causa da manjedoura, da estrela, do Menino.

Desta forma sempre celebrei o Natal e na minha casa celebramos, e ao contrário do que fizeram comigo, falo com minhas filhas da razão do Natal e de seu real significado. O Natal não me lembra o diabo como lembravam meus pastores.

Ora o Natal será de acordo com o que vai em nosso coração. Paulo nos ensina que todas as coisas são puras para os puros; porém para os de mente impura, tudo fica impuro.

E que ninguém pense que não sei que não foi nesta data que Cristo nasceu. Ora mas o que isso tem haver? Não me importo com datas, me importo com significados.

E o Natal para mim tem um grande significado. É uma data que compartilho com muitos que Deus estava em Cristo reconciliando-se com o mundo não lhes imputando pecado e os convido a se reconciliarem com Deus.

Na mesa natalina aproveito o momento das trocas de presente para falar da solidariedade, do compartilhar com o outro, do ato de dar sem pensar em receber e do grande presente de Deus para nós que foi Jesus Cristo nosso Senhor.
Quando as crianças falam do papai Noel, não as censuro. Aproveito e falo do bom Pai do céu. Esta é a mensagem. Como será o seu Natal é uma decisão sua. Para mim é salvação, é doação. É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo. Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus.

O Natal é boas novas de grande alegria para o todo o povo.

Desejo a todos que nesta data e depois dela guardem no coração este espírito.

Um Feliz Natal!

Ivo Fernandes

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A origem


Na teologia existe algo que poucos ousam falar a respeito, é a questão da origem do mal. Como o mal e o pecado foram possíveis para um ser perfeito e bom? A maioria responderá que o mal é fruto da liberdade humana e que Deus nada tem haver com ele.

E mesmo não negando que o mal que nos sobreveio é fruto da liberdade que optou pela transgressão, não penso nessa liberdade como uma capacidade do homem para existir fora de Deus ou de fazer qualquer coisa que estivesse fora Dele.

Quando penso no princípio, no Éden, na Queda, lembro que antes de tudo isso o Cordeiro foi imolado, o que faz com que a Queda já aconteça na ambiência desta Graça da Redenção. Assim tudo que sucede a morte do Cordeiro antes da fundação do mundo é processo que caminha para o propósito para quais todas as coisas foram criadas.

Penso que no processo para se chegar à Nova Jerusalém tinha que primeiro vir o Éden. Assim quando o que é Perfeito se manifestar aquilo que é em parte desaparecerá.

Alguém ao ler isso pode dizer que estou dizendo que o pecado era necessário. Ora nunca vivi sem o pecado então não posso dizer nada para além dessa minha condição. O que penso é que nada estava fora Dele.

Não estou afirmando que não houve transgressão. Sim! o homem caiu, mas quem disse que caiu para fora. Estar fora do Éden é estar no Caminho da Nova Jerusalém.

Deus não é um ser que foi pego de surpresa com o ato livre do homem. Afinal todas as coisas cooperam.

Penso que tudo isso, toda a existência, toda história é processo. Adão no Éden não era o objetivo ou a consumação, mas ele também era-é processo. Houve o tempo da inocência, houve a Queda, há a história e chegará a Consumação.

Desta forma, conforme Paulo, creio que aos que de antemão conheceu, a esses predestinou; e aos que predestinou, a esses chamou; e aos que chamou, a esses justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

Tudo chegará a ser conforme o que Ele designou. Ele nos criou para estarmos onde Ele está e para lá estamos indo.

Afinal não foi essa a promessa de Jesus –

“NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.”
(João 14. 1-4)

Ivo Fernandes

O papel das emoções no desenvolvimento do câncer

O tema proposto ainda é motivo de discussões entre especialistas, apesar da crescente admissão da relação entre as emoções e as doença...