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17 de julho

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Hoje faz um ano que 199 pessoas perderam suas vidas no maior acidente aéreo de nosso país. Acordei vendo imagens na televisão de pessoas em que a saudade que dói insiste nelas permanecer, e talvez jamais as deixe. Como se esquece um amor? Como não lembrar os planos que foram feitos? Onde está o barulho feito pelos netos? E o sabor da comida da vovó? E as promessas?

Não sei o que é perder um filho, nem uma mãe e nem um amor. Sou afortunado porque neste momento minhas duas filhas estão aqui dormindo do meu lado. Mas hoje, sem saber muito porque, senti como se fosse alguém que estava naquele aeroporto no dia 17 de julho de 2007 esperando por alguém que não viria.

Como esquecer as chamas sabendo que o amor da sua vida foi destruído por elas? Pergunta uma mãe que teve sua filha de 23 anos morta no acidente. Eu não sei.

Ao lembrar-se desta história eu olho ao meu redor e vejo o quanto sou tolo. Porque adiamos a vida? Porque não damos os abraços e beijos? Porque nos esquecemos do “bom dia”, do …