Natal – A Encarnação de Deus



Sempre me encantei com a festa Natalina, mesmo quando meus pastores de infância vaticinavam sobre os males que viriam sobre quem observasse "aquela festa pagã". Apegavam-se a coisas que achava completamente insignificantes diante do significado da encarnação. Falavam que Cristo não havia nascido naquele dia, que aquela era data de uma antiga festa pagã, e demais coisas semelhantes. Eu nunca me importei com isso. Sempre estive atento ao significado da encarnação.

Os relatos do nascimento de Cristo são os mais recentes textos elaborados dos Evangelhos, produtos já da fé mais amadurecida dos cristãos primitivos. Uma história que revela que Aquele menino sobre a manjedoura revelava o Deus do universo.

Algo de inimaginável. A encarnação não é a mera história de deuses que possuem filhos, mas da mais absurda afirmação que Deus mesmo penetrou nesse mundo da maneira mais humilde que alguém poderia imaginar.

Em Jesus, Deus revelou Sua humanidade, e o homem sua grandeza. Na encarnação não habita apenas o mistério de Deus, mas também do homem. Por meio Dele podemos saber de Deus e também do homem. Ele revelou o Deus pleno e o homem pleno, é por isso que com precisão o chamamos de Filho de Deus e Filho do Homem, de Deus mesmo e de Novo Adão. Mas a encarnação não nos fala apenas a nós homens, mas a todo o universo criado, pelo qual podemos dizer que Cristo é tudo em todas as coisas.

Por causa da encarnação podemos caminhar em fé, pois o destino deste Homem é o destino de todos os homens. Ele nos revela toda a história. Nele se manifestou a meta para qual caminha o homem e toda a criação. É por isso que dizemos que Nele todas as coisas convergem; com Ele está a nova criação; Ele é o alfa e ômega. Ele é a meta antecipada. Por meio Dele entendemos a história, vemos o plano de Deus, e ficamos sabendo que antes da criação houve a Cruz e vemos que tudo concorre para o bem, e que neste ambiente de Graça até a Queda foi para cima.

Hoje sabemos que o Cristo encarnado é o Espírito que em nós habita e está conduzindo toda criação para Si mesmo. Por ser Deus e Homem é que se constitui mediador de todas as coisas. E aprouve a Ele hoje se fazer manifesto no outro.

Que nossa fé no Encarnado nos leve ao encontro Dele mesmo onde decidiu habitar. E que esses encontros façam realmente o natal ter sentido e exprimir neste mundo a realidade do Reino.

Ivo Fernandes
11 de dezembro de 2008

Comentários

lindoberg disse…
Oi Ivo, tudo em paz!?

cara, estou precisando falar contigo, infelizmente perdi o contato... logo depois que vc veio ensinar no seminário ocorreu-me alguns problemas e tive que trancar. por isso perdi alguins contatos.

será que vc poderia me ligar? 87354901 (depois vc apaga).

te aguardo.

PS. se quiser, d~e um toque que eu retorno.

Abçs

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