terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Cordeiro imolado antes – Por quem foi conhecido?



Domingo passado o mano Adailton, recém chegado da Flórida, esteve entre nós, os que caminham em Fortaleza na mesma fé dos do Caminho, e nos trouxe uma palavra sobre a santidade segundo Jesus, no meio de sua mensagem fez a leitura do seguinte texto de Pedro (1 Pe 1.18-23):

“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus; Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”

Sua ênfase era o amor como expressão de santidade.

Hoje relendo esse texto me veio à lembrança os vários textos que o Caio já escreveu sobre o Cordeiro imolado antes da fundação do mundo e a ordem de Melquisedeque, e motivado pela pergunta de um amigo, decidi escrever algo a respeito, que não será novo para aqueles que caminham na mesma fé.

Para mim, que sempre tive dificuldade de conviver com o exclusivismo do cristianismo, com suas declarações de salvação condicionada, e com seus “fundamentalismos”, pregar sobre o Cordeiro imolado antes da fundação do mundo é pregar o Evangelho eterno.

Mas qual o significado disto? O que isso quer nos dizer? Quais as verdades aí reveladas?

Ora, a coisa é simples se não tivermos com a mente viciada na “teologia” da igreja. Se Deus morre antes de haver mundo, isso põe toda a criação sobre outra ótica. Ela não será mais aquela que foi criada e se perdeu, fazendo Deus desesperadamente tentar reconquistá-la, o que não conseguirá, visto que a maioria dos cristãos acredita que o número de perdidos é bem maior do que o de salvos.

A criação que nasce da morte de Deus é a criação que existe por causa da Graça. Sim! Como diz o Caio, a redenção veio antes da criação.

Assim, falar de um Cordeiro imolado antes da fundação do mundo é falar que Deus por sua Graça decidiu nos criar, e que toda história está sob o manto dessa verdade, é ela que conduz a história, e por ela que cremos no significado da reconciliação universal. É por causa dela que não nos desesperamos diante das catástrofes humanas, pois apesar de não conseguirmos encontrar sentido racional, cremos que nada está fora deste propósito eterno de Deus de conduzir a criação a Si mesmo.

É por causa do Cordeiro imolado antes que sabemos que todos os homens estão incluídos nessa ambiência de Graça. Este Cordeiro é Senhor de todos os homens, dos que sabem disso e dos que não. Seu sangue eterno é a propiciação dos pecados do mundo inteiro, conforme João.

Quando se crer de fato no Cordeiro Eterno, acabam-se as discussões em torno de temas como a eleição, predestinação, céu, inferno, condenação, salvação. Por que o Eleito é Ele mesmo, que se elegeu como Senhor e Salvador de todos os homens e deu Sua vida para criá-los, antes mesmos de salvá-los.

Pensar de uma maneira diferente é crer num deus pequeno demais!

Meu amigo na sua pergunta, quis saber por quem isso foi conhecido antes. Isso foi conhecido por Deus, pois não houve conselheiro para Ele. Ele decidiu e sua decisão foi em nosso favor. Espero que agora isso possa ser conhecido por todos os homens a fim de que vivam de maneira plena.

Ivo Fernandes
27 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O mentiroso



O mentiroso é um doente, sua vida acontece na mentira. Sua história se constrói plenamente na ilusão, que inicialmente, pode ou não, ser por ele reconhecida. Porém, com o passar do tempo sua mentira, que no momento inicial pode ter nascido de uma brincadeira, ou qualquer motivo fútil passa a ser mantida por uma cadeia de mentiras subseqüentes.

A partir dessa realidade envolvida em mentiras, o ser mentiroso mergulha cada vez mais num mundo obscuro. Suas emoções estarão comprometidas com a mentira que passa a ser a verdade do indivíduo.

Um homem nesta situação justifica-se a si mesmo por ter uma consciência vencida pelo engano. Já não mais distingui realidade de ficção, mentira de verdade, bem de mal.

Esse estado é um estado adoecido. Não podemos ver o mentiroso que assim vive de outra maneira, senão como um doente. É claro que isso não é razão para ignorar-se o que se disse e que se fez, mas para se manter a consciência que estamos lidando com um ser que já perdeu a sua.

Quando adquirimos esse saber sobre o estado do mentiroso, sabemos diferenciar um homem que mente por causa de uma situação ou de um vacilo moral, daquele que toda a sua situação de vida é uma mentira.

Ivo Fernandes
26 de janeiro de 2009



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Felicidades


Ser feliz é o que todos nós desejamos. No inicio de um novo ano, são as palavras mais usadas. Desejamos uns aos outros, felicidade. Mas penso que muitos de nós ainda não sabemos o que é felicidade.

Semana passada li uma frase de Aristóteles que dizia que a “Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar”. Meditando nela, percebi que todos os meus momentos onde me senti infeliz foram quando não tive uma das três coisas por ele ditas.

Desta forma concordo com ele. E hoje posso dizer que estou feliz, pois graças a Deus este ano começou tendo eu algo que fazer. Estou envolvido com todas as atividades da estação do Caminho da Graça, pregando o Evangelho, e ajudando as iniciativas, além de continuar dando minhas aulas de teologia e meus cursos. Também estou estudando, algo que desejo jamais deixar de fazer.

Também tenho algo a que amar. Amo a Deus, amo minha família, amo meus amigos, amo minha vida. E tenho algo a esperar. Espero com alegria o Dia em que O Verei face a face. O Dia do Encontro, da Pedra Branca, do novo Nome. O Dia em que me tornarei plenamente o que sou Nele.

Neste ano de 2009, desejo a todos os meus leitores que encontrem a felicidade naquilo que fazem, naqueles a quem amam e na esperança.


Ivo Fernandes
5 de janeiro de 2009

A justificação pela fé – uma exposição no Caminho

Leitura:  Romanos capítulos 1 a 3 A doutrina da justificação pela fé é um dos principais pilares da fé cristã, em especial a prote...