sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A ética do reino e reconciliação universal



Textos Bíblicos

Atos 3.18-21

Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie, Ele, a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.
Romanos 5

Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

Rm 8.32

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

Rm 11.32-36

Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

1 Co 15. 22-28

Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

2 Co 5. 14-21

Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Ef 1.3-10

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, Que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.

Ef 4.10

Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para plenificar todas as coisas.

Fp 2. 5-11

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Fp 3.20,21

Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

Cl 1.15-20

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.

Cl 3.9-11

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.

1 Tm 4.9,10

Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação; porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.

Tt 2.11

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.
Hb 2.8-10

Todas as coisas estão submetidas a Cristo, nada deixou que lhe ficasse insubmisso. Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.

Apc 22.21

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.
Depois de todas estas coisas ditas pelas escrituras, sabemos que toda a existência está Nele. Não há mais um mundo sem Cristo e nem um Cristo sem o mundo, Deus se fez Homem. Negar o mundo reconciliado com Deus é negar Cristo. A Igreja não é diferente do mundo quanto a reconciliação, mas apenas quanto ao chamado para anunciar a reconciliação e quanto a fé nessa realidade. E ela não pode esquecer que o mundo que foi reconciliado foi justamente esse mundo mau, portanto na aparência esse mundo parece ser do diabo, mas a realidade é que só existe uma verdade, tudo pertence a Cristo, dizer o contrário é negar a reconciliação do mundo com Deus em Cristo.

Em Cristo Deus está unido com a humanidade; a humanidade está aceita por Deus e o mundo está reconciliado com Ele. Jesus carregou o pecado de todos os homens, nada ficou de fora. O mundo pertence a Cristo e só em Cristo ele é o que é.

Ivo Fernandes
13 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A ética do reino e a finalidade da vida


O homem foi criado para Deus. Daí parte que só Deus é senhor do homem, e de fato só Deus tem direto sobre o homem. O homem que é de Deus é homem pleno. Tudo é Dele, corpo, alma e espírito. Atentar contra o corpo, alma e espírito, atentar contra o homem é atentar contra Deus. Por isso se diz “não matarás” e ainda “aquele que encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”.

Ivo Fernandes
18 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A ética do reino como modo de viver


Diz Paulo, “Agora permanecem a fé, a esperança e o amor, a maior delas, porém é o amor”. Pela fé sabemos que fomos reconciliados com Deus em Cristo, o que nos dá a esperança da salvação e da glorificação, porém sem amor isso tudo é apenas informação que não gera bem para a alma.

É o amor que nos tirará do campo da observação para a prática da fé. Ele é a força do justo que o impulsiona enquanto aguarda o Dia em que as sombras todas serão dissipadas. Sem amor até a fé e a esperança seriam corrompidas. Sem amor caímos no erro da salvação pelo serviço ou pior, no entusiasmo da salvação sem serviço.

O amor transforma nosso comportamento por causa do nosso estado em Cristo. É por estarmos Nele e não para estarmos nele que nos movemos e existimos. É por estarmos livres Nele que de fato podemos servir aos irmãos, pois esse serviço já não é por nossa causa, ou por causa de algum mérito, é somente em razão do nosso estado Nele, só por essa razão os que são habitados pelo amor vivem de modo que sua mão direita não sabe o que faz a esquerda.

Ivo Fernandes
11 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Entrevista Concedida ao aluno Sérgio Marçal do STPC.

1) Faça uma breve biografia sua.

Meu nome é Antônio Ivo Soares Fernandes, nascido em Fortaleza-CE. Desde a minha infância estou envolvido com a igreja cristã. Tive algumas experiências de conversão e as continuo tendo no decorrer destes anos. Lembro-me da primeira aos oito anos de idade, outra aos quinze, ano em que comecei a pregar. Na infância congregava em uma igreja Batista, batizei-me numa Assembléia de Deus, e depois tive, como pregador e professor, envolvimento com vários ministérios diferentes desde as igrejas pentecostais até as históricas. Atualmente sou mentor da estação do Caminho da Graça em Fortaleza. Sou casado com Janaína e tenho duas filhas, Ivna (9) e Cecília (1).

2) Qual o nome de seu ministério?

Pertenço a um movimento chamado Caminho da Graça, que tem o pastor Caio Fábio como mentor do processo.

3) Qual a principal linha teológica defendida?

Nosso movimento não tem uma linha teológica definida. Eu, enquanto indivíduo, possuo grande simpatia pelas teologias que não se encerram na arrogância de acabadas.

4) Em que assunto geralmente consiste o sermão?


Acredito que todo sermão precisa essencialmente ser cristocêntrico.

5) Qual seu conhecimento acadêmico?

Sou formado em teologia, com especialização em teologia contemporânea. Atualmente me especializo em pedagogia.

6) Tem alguma especialização ou conhecimento aprofundado em homilética? Comente.

Especialização não, mas tive uma boa experiência na graduação. Tive um professor dinâmico e criativo, que me fez ver a homilética com olhos de graça e me encantar pela pregação.

7) Qual a importância do curso teológico em sua opinião?

O curso de teologia é excelente para quem possui maturidade e uma base educacional. Claro que isso a associado às próprias metodologias de ensino. Sem essas coisas a teologia pode enganar o indivíduo com a pretensão de se sentir senhor da verdade.

8) Quanto tempo dedica para estudar a Bíblia?

Estudo a Bíblia todos os dias, pelo menos 2 horas diárias.

9) Como se utiliza do conhecimento histórico nas pregações?

O conhecimento histórico é uma excelente ferramenta para enriquecer a pregação, e para melhor facilitar o entendimento do texto bíblico e a devida aplicação contemporânea.

10)Concorda em fazer aplicações pessoais nas pregações? O que acha? Com que frequência realiza?

Concordo. Pessoalizar a pregação a deixa mais próxima dos ouvintes, porém é preciso cuidado, para não perder o foco da mensagem tornando-a apenas numa autobiografia.

11)Como vê a questão da relação entre o caráter do pregador e o púlpito?

O grande problema da sociedade cristã contemporânea é justamente a falta de caráter dos pregadores. Penso que a boa mensagem é aquela que antes de se manifestar em palavras é manifesta pela vida dos pregadores.

12)Qual a sua opinião sobre o caráter predominante dos pregadores nos dias de hoje?

Os pregadores de hoje em sua grande maioria possuem caráter duvidoso. Muitos apenas desejam vender a própria imagem. Pensam apenas em lucro. Não possuem amor sincero pelo Evangelho e nem pelas vidas humanas.

13)Em sua opinião, a pregação através de um homem que vive na prática contrária a Palavra, é eficaz e valida? O que acha?

Acho muito difícil um homem pregar o Evangelho de fato quando vive na contramão dele, mas supondo que pudesse pregar a Verdade mesmo agindo contrária a ela, acredito que fosse (a mensagem) poderosa para alcançar vidas.

14)É possível um pregador viver em paz consigo quando seus conceitos divergem muito da maioria?

Sim. Desde que suas convicções sejam produtos do refletir sincero sobre o Evangelho.

15)Como vê a pregação contemporânea?

Vejo que hoje seguimos três linhas bem evidentes, a que possuem sua base na teologia da prosperidade e outra que possui sua base nas confissões reformadas e a que busca tornar o Evangelho relevante para nossa geração. A primeira, vejo como adulteração da mensagem do Evangelho, a segunda vejo como infrutífera, a terceira vejo com desafiante para todo pregador que ama de fato a mensagem.

16)O que acha da quantidade de ministérios ou placas dentro de nosso estado hoje?

Lamentável. Visto que a maioria desses ministérios nasceu como fruto da ganância de alguns homens.

17)O que atribui aos frequentes escândalos no meio evangélico?

Falta de Evangelho genuíno. Cegueira do povo que não quer assumir uma atitude crítica. Impunidade.

18)Quanto ao louvor moderno, podemos acreditar que estamos realmente adorando a Deus, com esta diversidade de composições?

Não. Para mim o louvor moderno é apenas uma estratégia de venda e também de manipulação das mentes fracas que vivem a procura de ídolos para cultuarem.

19)Concorda com a obrigatoriedade do dízimo na igreja de hoje?

Não. Está em desacordo com o princípio do Evangelho.

20) Que mensagem deixaria para aproximar ao máximo o meio cristão do reino ideal, nos dias de hoje?

A mensagem é um chamado a conversão. A igreja cristã precisa converte-se ao Senhor da Vida e praticar os mandamentos e pregar o Evangelho. Quando essa geração de fato se converter, abandonando seus cultos-shows, seus cantores-pastores ídolos, suas manipulações e busca desenfreada por dinheiro; quando abrir mão dos legalismos sufocantes, das hierarquias esmagadoras, da futilidade cristã; aí poderemos começar a ver a manifestação do Reino.

A mensagem é a mesma: Arrependei-vos porque o Reino está entre nós e o machado está posto a raiz das árvores.

Ídolos – da construção à necessidade de destruí-los

O termo ídolo não é um termo usado em nossa nação comumente. Aparece mais nos discursos evangélicos numa referência a qualquer entidad...