quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Creio – Homem


O homem foi criado para Deus e em Deus. Sua existência só tem significado e plenitude Nele. Fora Dele o homem é pecado, em estado de subtração do ser, sem entendimento, sem bondade real. Toda sua tentativa de se ver bom fora Dele é um caminho de morte, pois nega sua condição existencial de caído, fruto de uma decisão essencial que nos foge ao entendimento, mas nos alcança pela experiência.

O relato do gênesis nos traz um quadro excelente da condição do homem fora Dele. Os sentimos que nos dominam nesta condição formam nossas sociedades e nossas religiões, vergonha e culpa.

A Queda, nome que damos a esse acontecimento essencial, porém, não foi determinante e nem última, vista já ocorrer no ambiente da Graça do Cordeiro imolado desde a fundação do mundo. E é por causa dessa Graça e nesta Graça que o homem caído é guiado pelo Espírito por meio da fé à plenitude do ser.

Assim o que somos, só somos Nele. E fora Dele está também a revelação de quem não somos. Pois Nele está a verdade e fora dele o que é não é. Aqui habita a razão de odiarmos a revelação, pois nos mostra nossa condição de caído, o que é insuportável fora do alcance acolhedor da Graça.

Ivo Fernandes
21 de outubro de2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Creio – Jesus Cristo


Eu creio que Jesus de Nazaré, nascido de mulher é o Filho de Deus, revelação do Ser Eterno. Sua humanidade não anula ou diminui sua divindade e nem sua divindade anula ou diminui sua humanidade, por tal razão podemos chamá-lo de Deus-Homem e só em razão de o Ser Deus-Homem é que também se chama Salvador de todos os homens.
Sua Humanidade não era uma ilusão ou aparência, de fato esteve sujeito a todas as leis que regem a humanidade. Nasceu e morreu, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, retornou ao Pai e ainda virá revelar a reconciliação de todas as coisas Nele.
Sua vida revelou o amor de Deus pelos homens e o caminho da salvação do ser, caminho da graça, do perdão, da misericórdia, da bondade, da compaixão e da verdade. E mesmo tendo nascido dos judeus, o mistério da revelação é conforme a ordem de Melquisedeque, ou seja, sem relação exclusiva com nenhum grupo humano.
Através do tema da encarnação fica clara a unidade estabelecida entre o humano e o divino, fica revelado o propósito de fazer convergir todas as coisas em Deus, pois todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele, Dele vieram e para Ele voltarão.
Por causa da encarnação sabemos o que é Evangelho, sendo o anúncio da reconciliação de todas as coisas com Deus e o chamado para que se vivam a plenitude dessa reconciliação. Não é uma explicação filosófica ou teológica da existência, mas a vida mesmo. Por isso o chamado não é para explicar o problema do mal, mas para vencê-lo pelo bem.

Tal discernimento só se alcança mediante a iluminação do Espírito. Só por tal meio é que se diz que Deus é amor e no amor está toda justiça, e que por causa da negação do amor é que o mundo está julgado e condenado, mas por causa da misericórdia e da graça é que ele está reconciliado e salvo, o que será visto por todos quando o Filho a todos se revelar.
Por tal discernimento é que se sabe que o Reino de Deus ocorre primeiro na consciência dos homens, e que por isso não pode ser manipulado, controlado por forças humanas. Com isso podemos ter esperança que aquilo que olho ainda não vê já o é, afinal Nele habita a Plenitude de todas as coisas, o Deus revelado, o Homem revelado, a História revelada, por isso Nele está toda a Vida e fora Dele nada há.

Ivo Fernandes
15 de outubro de 2009

A justificação pela fé – uma exposição no Caminho

Leitura:  Romanos capítulos 1 a 3 A doutrina da justificação pela fé é um dos principais pilares da fé cristã, em especial a prote...