segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade



Para mim liberdade é o poder de ser-agir em virtude do conhecimento pleno do passado, das variáveis presentes e das conseqüências futuras, sem inclinações de sorte alguma. Quem puder ser-agir assim é livre. Bom, não conheço ninguém assim, e na idéia que tenho de Deus cabe essa reflexão para ele, logo, diria que somente Deus é livre.

Quanto a mim, não me considero livre conforme conceito descrito. Mas isso não quer dizer que meu ser-agir é mera representação. Creio que em mim habita potências de ser-agir.

Penso que tais potências são ameaçadas pelas estruturas que escravizam a mente, como as religiões moralistas e fundamentalistas. É aqui onde vejo a que liberdade Cristo se refere, e que Paulo anuncia.

O Evangelho é o anúncio que somos seres aceitos, amados, reconciliados, logo ela nos liberta de uma consciência escrava de estruturas e pensamentos que geram culpa e medo.

Uma vez tendo tal consciência sabemos que nosso caminho ganha nova dinâmica. Não somos guiados mais pelos rudimentos das leis, mas pela novidade da Vida. E essa consciência nos leva até onde ela pode ser mantida, daí, não é um “faça o que quiser”, mas um “viva com consciência reconciliada”.

A igreja ou qualquer grupo só se reúne mesmo em torno do Evangelho se estiverem promovendo tal consciência, do contrário é apenas mais uma estrutura de morte.
Posso dizer então, que sou livre por causa do poder de ser-agir sob a soberania do único que é Livre de fato.

Ivo Fernandes
11 de dezembro de 2011

Ídolos – da construção à necessidade de destruí-los

O termo ídolo não é um termo usado em nossa nação comumente. Aparece mais nos discursos evangélicos numa referência a qualquer entidad...