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Mostrando postagens de Março, 2012

Caminho da espiritualidade – da solidão para a compaixão

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Já está claro para nós que solidão não se refere a isolamento, que na verdade esse encontro conosco mesmos é essencial para todo e qualquer outro encontro. Na verdade, a solidão necessariamente nos levará ao encontro da vida, e jamais a fuga da mesma. Pessoas que negam o mundo como ele é e criam suas tranqüilidades artificiais são auto-enganadas.
O caminho da espiritualidade acontece no solo da realidade, e desenvolver a mesma requer a capacidade de me envolver com o mundo a minha volta. Não podemos contemplar nossa história sem perceber as relações que ela possui com a história do mundo. Precisamos ter uma relação simbólica com o mundo, e unir, reunir os eventos exteriores com os interiores. Não somos chamados para posturas diabólicas divididos entre uma coisa e outra, somos chamados a reconciliação.
Assim, precisamos olhar a vida com todas as suas surpresas e interrupções como possibilidades de nos revermos, de nos refazermos. Porém muitos questionam a possibilidade real disso. Sup…

Caminho da Espiritualidade – a solidão necessária

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Solidão, de maneira simples significa estar só. E num primeiro momento nos parece impossível estar só sem nos retirarmos de perto das distrações do mundo, porém, no caminho da espiritualidade a solidão necessária não é a física, mas a do coração.
A solidão do coração é o caminho do desenvolvimento da sensibilidade interior, que é necessária antes de desenvolvermos sensibilidades interpessoais. A solidão do coração aprofunda nossas afeições pelos outros, a intimidade da vida, da amizade, das relações amorosas e das comunidades. É Ela que nos permite dar força ao outro através do respeito mútuo, da consideração pela individualidade do outro, da distância respeitosa da privacidade do outro e de uma reverente compreensão da sacralidade do coração humano.
Nas palavras de Rainer Maria Rilke, o amor consiste em duas solidões que se protegem, que se delimitam e se saúdam. Sem a solidão do coração jamais podemos ver melhor o outro e nem a nós mesmos. Quantos encontros não nos frustram, pois …