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Mostrando postagens de Abril, 2012

O caminho da espiritualidade – o caminho do anfitrião

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Não se pode pensar no movimento que vai da hostilidade à hospitalidade sem uma constante conexão interna com o movimento que leva do isolamento à solidão. Isolados não podemos ser hospitaleiros, porque estamos impossibilitados de criar espaços livres.
É preciso que o anfitrião esteja capaz de oferecer o espaço onde o hóspede pode ouvir sua própria voz interior, mas para isso, ele mesmo precisa sentir-se em casa, em sua própria casa.
Sentir-se em casa faz parte do primeiro movimento, do isolamento à solidão, e para oferecer o espaço adequado ao hóspede é preciso que o anfitrião torne-se pobre. Quando deixamos de querer que nossas necessidades sejam completamente preenchidas, podemos oferecer aos outros esse espaço.
Só vemos o estranho como inimigo quando temos algo a defender, quando estamos agarrados a propriedade privada, seja nosso conhecimento, nossa fama, nosso dinheiro e bens. É preciso esvaziar a mente, abrir mão das riquezas, das ideias, dos conceitos e opiniões que nos coloc…

O caminho da espiritualidade e as formas de hospitalidade

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O movimento que leva da hostilidade à hospitalidade é um movimento que determina nosso relacionamento com as pessoas. Provavelmente nunca nos livraremos de todas as nossas hostilidades; às vezes o melhor a fazer numa relação em hostilidade seja manter-se a distância, para que o tempo nos ajude no processo de cura.
Mas no caminho da espiritualidade precisamos desenvolver a hospitalidade, e dois lugares especiais podem nos ajudar nisso, a família e a comunidade religiosa. Na família, em especial a relação entre pais e filhos, pois estes últimos não são propriedades daqueles. Nossos filhos são nossos mais importantes hóspedes, entram, ficam um tempo e depois vão embora. Nesse tempo em que ficam, é preciso que venhamos a conhecê-los, e assim amá-los até o ponto de termos um relacionamento verdadeiro com eles. Para isso é preciso que os pais permitam o afastamento dos filhos. Libertá-los dos nossos desejos, pois é preciso lembrar que eles são apenas hóspedes que têm seus próprios destino…

O caminho da espiritualidade – o caminho em direção aos estranhos

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Já aprendemos que a primeira característica da vida espiritual é o movimento contínuo do isolamento para a solidão. A segunda característica, igualmente importante, é o movimento pelo qual nossas hostilidades podem converter-se em hospitalidade. Esse caminho é cheio de dificuldades, porém é no contexto da hospitalidade que o anfitrião e o convidado podem trazer vida nova um ao outro.
O grande problema desse caminho é nossa concepção do próximo como estranho. Aprendemos que devemos evitar o estranho, seja pela justificativa da segurança ou de preconceitos diversos. O fato é que enquanto o próximo for estranho, seremos hostis a sua presença. E sem encontro com o próximo não há caminho de espiritualidade. Então para isso precisamos desenvolver a hospitalidade, que nada mais é do que uma amizade sem amarras, e uma liberdade sem abandono.
Hospitalidade é a criação de um espaço livre no qual o estranho pode entrar e tornar-se amigo, em vez de inimigo. Não é trazê-los para nosso círculo, mas …