segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Silas Malafaia e minha opinião a respeito



Faz tempo que não escrevo nada sobre o mundo evangélico. De fato, já pacifiquei meu coração com a certeza de que não milito pelas mesmas causas e nem compreendo o mundo da mesma forma que os militantes desse movimento.

Conheço muitos evangélicos, gente boa de Deus, e por respeito a eles abandonei certos temas que alguns insistem o tempo todo em tratar. Deus é Senhor de todos os homens, também dos evangélicos.

Mas ontem acabei por assistir a entrevista do Silas Malafaia (não tenho condições de chamá-lo de pastor em respeito aos pastores gente boa de Deus do meu país) à Marília Gabriela, e o que vi foi um representante desse movimento deixando claro o quanto se perderam no processo e se transformaram em outra coisa que nem de longe se parece mais com o Evangelho de Jesus de Nazaré.

Tudo que ele defendeu é contra o bem, começando pela teologia da prosperidade que é uma clara blasfêmia contra o Evangelho. E a explicação do seu enriquecimento e de tantos outros líderes religiosos só convence quem já perdeu completamente o senso crítico.

O que vi foi muita mentira travestida de verdade. O que vi foi claro preconceito e ódio travestido de defesa de ideais e da família. O que vi foi ignorância travestida de inteligência.

Aí fico me perguntando por onde anda o bom senso do povo que faz de homens como esse seus referenciais? Que espécie de cegueira é essa que não vê o óbvio? Tudo que esse homem disse é um afronta a sobriedade e a inteligência humana.

Apesar da entrevista não ter sido bem conduzida, e acho que nem poderia com um homem que esbraveja o tempo todo, foi na pessoa da entrevistadora onde algo do Evangelho mais se manifestou. Desde sua clara revolta com as afirmações do suposto pastor, até sua última afirmação, em que reconhece que o deus do Malafaia não é o deus da maioria do povo de bem do nosso país, e pede que ele o perdoe.

Por várias vezes Marília faz menção de serem heréticas as afirmações do religioso. Mas ele sem se importar continuava a fazer uso das escrituras da maneira mais absurda possível, como por exemplo, quando ele afirma a tal da lei da recompensa para justificar o seu enriquecimento e sua pregação constante exigindo dinheiro dos fiéis.

O deus deste senhor é o dinheiro e só não vê quem não quer. Se fosse evangélico teria tido vergonha naquela noite.

Minha esperança é que alguns ainda acordem do sono da ignorância. Que alguns ainda voltem para o Evangelho, enquanto ainda é possível. E aos que aplaudem este homem ou concordam com o que ele advoga, eu só posso lamentar. Estão pisando o sangue da nova aliança, e desfazendo da cruz de Cristo.

Que o bom Deus tenha misericórdia de todos nós,

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