quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A fé é absurda


O chamado do Evangelho é absurdo. A fé é um ato irracional, não é objetiva, lógica ou capaz de ser explicada, porém não é inconsistente. A fé não é um dom de Deus oferecido apenas a alguns poucos predestinados. Ela emerge de nós tecida dos absurdos e esperanças da vida. É uma paixão pelo desconhecido, um desejo de impossível. Sim! Fé é paixão!

Ela é um assombro e nenhum ser humano está excluído dela. Não se trata de uma crença, mas de um caminho. E é um caminho de angústia, temor e tremor. É um vale das sombras e da morte. Fé é abraçar a incerteza como promessa.

Deus não pode ser compreendido, nem seus atos desvelados. Por isso é necessário que aqueles que Dele se aproximem tenham fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus. A Fé é escândalo para a Razão.

O chamado do Evangelho é para um abandono absoluto perante Deus como paradoxo. Não há nenhuma garantia que anteceda o salto da fé. A decisão do salto é individual e intransferível. E todo caminhante é responsável pela decisão que tomar. O caminho da fé é um caminho solitário. O Caminho de Abraão é um caminho só rumo ao monte Moriá.

Podemos até demonstrar a razão da nossa fé, mas não podemos fazer isso objetivamente, muito menos prová-la racionalmente. Posso explicá-la simplesmente vivendo. A fé vive em virtude do absurdo e o absurdo não tem explicação. É a esperança contra a esperança.

É estar nas mãos de Deus e não saber o que Ele quer, qual o seu prazer. É estar totalmente preparado para o que jamais se prepara, Àquele que vem como Ladrão, e nos assalta.

Ivo Fernandes

20 de julho de 2013

2 comentários:

Maravilhosa Graça! disse...

Fé! a esperança de ter Deus contra Deus em nosso favor (absurdo).

Maravilhosa Graça! disse...

Fé! a esperança de ter Deus contra Deus em nosso favor (absurdo).

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