Vida abundante é uma frase das mais utilizadas pelas igrejas modernas que tentam convencer os homens que ser cristão é sinônimo de felicidade, bem-estar, prosperidade, bens, riquezas, posses. No entanto, Jesus, nunca tratou a vida dessa forma. Ele via a vida como era e mostrou o caminho de vida em meio ao estado paradoxal da existência humana. O caminho da vida em Jesus é o caminho da negação do “si - mesmo”. Ora o “si- mesmo” é a projeção de todas as carências humanas. Negar, então, a si mesmo não é a negação de práticas quaisquer, mas de um estado que vê tudo a partir dos próprios desejos. Vida abundante é resignificação da vida. É viver sob o prisma do Eterno. Quem vive sob este prisma já não vive a ansiedade dos tempos modernos. Já não é como um sedento que vive em buscas de águas que matem sua sede, mas ao contrário do seu interior flui um rio de águas vivas. Viver assim não é negar o paradoxo da existência e nem as necessidades humanas que por vezes nos fazem sofrer, mas essas do...
Filosofia • Psicanálise • Educação • Políticas Públicas • Teologia & Espiritualidade