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Mostrando postagens de março, 2020

O poço

Assisti duas vezes ao filme – o poço - Um filme de Galder Gaztelu-Urrutia com Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan, Algis Arlauskas, exibido pela Netflix . Trata-se de um filme sobre nós, sobre nosso modelo de sociedade, e está cheio de símbolos para nos fazer repensar nossa atual forma de vida. A gente vive um modelo e não se importa mais em questionar, ou procurar saber como chegamos nessa lógica. Por que nos dividimos em classes sociais? E por que nenhuma classe se importa com a outra? Nossa loucura é apenas em subir de classe, sem notarmos os milhares estão caindo rumo a morte. Damos tanto valor a coisas supérfluas, compramos tudo que nos convenceram que era importante ter, mas que na verdade não serve para nada. Nos perdemos nos detalhes desse jogo, quando a única coisa que no fim importa é o que vamos comer. Isso é óbvio. Criamos um sistema para sobrevivermos, mas agora vivemos para manter o sistema, sem notar que ele mais nos mata do que nos mantém...

Juntos no fim do mundo

Comecei a usar a expressão #juntosnofimdomundo, primeiro com meus familiares e depois com meus amigos, em nossos grupos virtuais, mas não como uma brincadeira, apesar de brincarmos sempre, mas como uma sentença, não necessariamente apocalíptica, mas existencial. Sim, tudo que está acontecendo no mundo inteiro está servindo, pelo para alguns, para entenderem que o mundo como nós conhecemos e o qual reproduzimos não é mais possível. É preciso chegar ao fim de um tempo para que outro se inicie. E à medida que os dias passam todos ficamos sabendo que o mundo acabou. E o mundo já acabou outras vezes, e novos tempos já surgiram. Qualquer um que se aventurar pela leitura da história verá. Um mundo leva muito tempo para acabar, alguns duraram milênios, mas o fato é que todos os mundos acabam um dia. E alguma geração será a que viverá os tempos do fim. Nós somos a geração que está vivendo algo singular, pelo menos nos últimos 100 anos. É claro que muitas doenças já nos afetar...

A solidariedade nos salvará

Estamos vivendo o maior desafio dos nossos tempos. A pandemia causada pelo coronavírus (covid-19) mostrou a fragilidade de nossos sistemas econômicos, políticos, governamentais. As pessoas de bom senso já perceberam que atrelado a tudo que está acontecendo, está nosso atual modelo de vida, que não se cansa de consumir e correr atrás do vento. O que virá depois de tudo isso? Não sei! Não sou dos pessimistas, mas não sou tão otimista como gostaria de ser. Não sei se aprenderemos alguma coisa de fato, se mudaremos nossa lógica de consumo. Não sei se entenderemos que somos todos filhos da mesma terra, que somos irmãos, e o que acontece com um afeta a todos nós. Nesse tempo de confinamento, estamos aprendendo o valor da liberdade de ir e vir, mas acima de tudo o da liberdade de dá liberdade ao outro. Confinar-se por um decreto é para os egoístas, confinar-se para o bem de todos é solidariedade. Todos podemos fazer alguma coisa para o bem comum, e estamos vendo que não é tão dif...