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Mostrando postagens de janeiro, 2018

A comunhão para além dos muros sociais

Leitura: Gálatas 3 “Nem escravo, nem livre” Desde a invenção da propriedade privada e o consequente aparecimento das classes, que o mundo nunca mais vivenciou um tempo de igualdade social. Teologicamente podemos também atrelar isso ao pecado, uma vez que no mito edênico, depois da queda, os homens passam a lutar pelo direito de posse, e as diferenças são inauguradas. Na contemporaneidade isso é fortíssimo, somos divididos pelo capital e seus subprodutos. Avaliamos e somos avaliados pelas condições socioeconômicas. E tudo está atrelado a isso, de nossa honra a nossa fé. Porém, é claro no Evangelho que em Jesus as barreiras sociais devem ser derrubadas. E com isso não estamos falando de adotar algum regime político específico, como o socialismo por exemplo, mesmo que possamos afirmar que existem regimes menos evangélicos que outros. O Caminho de Jesus é um caminho de partilha, e isso não deve ser confundindo com o comunismo político. A derrubada dos muros sociais...

A comunhão para além dos muros da Religião

Leitura:  Gálatas 3 “Nem judeu nem grego” O Evangelho não é religião simplesmente porque não se limita por credos, crenças ou normas. A Bíblia, sim pode ser dita que possui orientações etnicistas cheia de conteúdos morais vinculados a certos grupos sociais, todavia o Evangelho nela contido é maior que as escrituras. A Bíblia é texto humano, o Evangelho é promessa divina. O povo judeu segundo a carne se considera eleito em detrimento dos demais. O cristianismo herdou essa característica, mas o Evangelho não é elitista, e sim universal. Os profetas sabiam dessa diferença, por isso enfrentaram os sacerdotes de seu tempo, anunciando a Luz para todas as nações. Jesus tinha essa consciência profética por isso em todo seu ministério não se limitou ao seu povo ou território. Por todo o ministério de Jesus vemos que ele anunciou a graça a todos os povos, e reconheceu a fé em diferentes credos. Os discípulos entenderam a universalidade da Graça e se tornaram missio...

Carta Aberta

O ano era 2008 e eu sentia que minha vida iria desmoronar mais uma vez. Sonhos rachados e todas as minhas tentativas em vão. Ainda tentei remendar cacos por três anos. Dor, aflição, angústia, tristeza e um monte de experiências que por fora pareciam prazerosas, mas tinham como raiz essas sensações descritas. Dois anos antes já havia tomado uma das decisões mais sérias da minha vida, romper com uma tradição religiosa familiar. Era o ano de 2006 quando disse não a toda experiência religiosa que não retratasse a verdade do meu coração. Começava a Estação do Caminho da Graça em Fortaleza. Mas minha libertação estava apenas começando, uma mais dolorida ainda estava por vir. Em 2004 já havia decidido viver uma experiência nova de espiritualidade, mais de acordo comigo mesmo. Esse desejo, sempre foi a minha busca, apesar do termo “nova” nada tinha de novo, era a mesma sede que desde a minha infância me tomava, mas que não encontrou nos centros religiosos que passei espaço para se ...