Escrever sobre o Natal de 2021 foi um desafio, diferente de muitos anos anteriores não havia em mim vontade de tratar nenhuma temática teológica, mas aí lembrei que, na verdade, nunca tratei o Natal assim. Em mim o Natal é uma questão de fé, e não de crença. E o que isso significa? Significa que ela não precisa fazer sentido, não precisa ser aceita, não precisa ser crida. Ela tem apenas que calar a questão, encerrar a pergunta e fazer o ser saber sem conhecimento algum. Loucura? Talvez! A fé é o absurdo dos absurdos! Nos últimos anos, algo que sempre em mim esteve presente ganhou forma e realidade, o fato de que sou um homem de fé firme e constante, mas de crenças móveis abertas a toda revisão e até ao abandono. Não me importo em rejeitar crenças, pois em mim a fé é a força que me move. Quanto ao Natal, minha crença pouco mudou, mas se fosse explicá-la aqui seria em muitos aspectos diferentes de muitos cristãos. Por exemplo, não sinto necessidade do evento do Natal ser um evento ...
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