O que estamos realmente fazendo quando oramos? Com quem realmente estamos falando? Essas perguntas dificilmente fazemos quando pensamos a oração e acabamos ignorando que todo tipo de fantasia é possível para quem ora. Depois de um tempo ouvindo várias histórias contadas por indivíduos religiosos e de muita auto-avaliação, descobri que muitas orações não são dirigidas de fato ao Deus de Jesus, mas ao deus-eu-mesmo, uma espécie de prolongamento narcísico do próprio eu, ou um deus-criado para substituir as figuras de autoridade e poder da nossa mentalidade infantil. O problema é que quando descobrimos isso quase que imediatamente vamos para o extremo oposto do ato de orar, ou seja, não oramos mais, no entanto, não conseguimos ignorar a consciência que nos aponta para o que nos transcende. Assim se estabelece uma crise. Mas afinal o que separa a oração ao Deus de Jesus da oração ao deus-si-mesmo? É preciso resgatar a consciência do Pai que está nos céus, ou seja, entender q...
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