Todas as vezes que estou dando aula sobre Maquiavel não tem como não me inclinar a concordar com sua reflexão política sobre a ética do príncipe diante da sua visão do homem. E quando comento com os meus alunos, a concordância é geral. Vejamos, Maquiavel, autor de “o príncipe” disse: “Vale mais ser amado ou temido (na chefia)? O ideal é ser as duas coisas, mas como é difícil reunir as duas coisas, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado. Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho. E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam. E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do seu poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido....
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