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Mostrando postagens de 2021

Natal 2021

Escrever sobre o Natal de 2021 foi um desafio, diferente de muitos anos anteriores não havia em mim vontade de tratar nenhuma temática teológica, mas aí lembrei que, na verdade, nunca tratei o Natal assim. Em mim o Natal é uma questão de fé, e não de crença. E o que isso significa? Significa que ela não precisa fazer sentido, não precisa ser aceita, não precisa ser crida. Ela tem apenas que calar a questão, encerrar a pergunta e fazer o ser saber sem conhecimento algum. Loucura? Talvez! A fé é o absurdo dos absurdos! Nos últimos anos, algo que sempre em mim esteve presente ganhou forma e realidade, o fato de que sou um homem de fé firme e constante, mas de crenças móveis abertas a toda revisão e até ao abandono. Não me importo em rejeitar crenças, pois em mim a fé é a força que me move. Quanto ao Natal, minha crença pouco mudou, mas se fosse explicá-la aqui seria em muitos aspectos diferentes de muitos cristãos. Por exemplo, não sinto necessidade do evento do Natal ser um evento ...

Alice, seus encantos e mistérios

  Quem não conhece a história de Alice no país das maravilhas, mesmo que nunca tenha lido?! A grande questão é o que faz dessa obra uma das mais lidas e comentadas, ao lado da bíblia e de Shakespeare?   Escrita por Charles Lutwidge Dodgson, pseudônimo de Lewis Carroll, que nasceu em 27 de janeiro de 1832, na Inglaterra, e faleceu em 14 de janeiro de 1898. Um poeta, romancista e matemático, que, apesar de sua brilhante inteligência, carregava o peso de um corpo frágil.   Lewis Carroll, segundo seus biógrafos era um cristão devoto e praticante, e, no entanto, via-se como um pecador contumaz. Nunca se casou ou teve filhos e se alegrava muito com as amizades de crianças do sexo feminino, o que cerca até hoje o escritor com sombras a respeito dessas amizades.   O fato é que ele gostava de crianças e crianças gostavam dele. De acordo com suas biografias, o que concluo é que Lewis apreciava o belo e via na criança, especialmente do sexo feminino, o apontamento...

SER professor

Da série: Diário de um professor Hoje, 30 de setembro de 2021, dei minha primeira aula presencial como professor da rede estadual de ensino do Estado do Ceará, e aquilo que é próprio à minha pessoa e ao meu ofício ocorreu, um jogo transferencial de afetos. De um lado, um grupo de jovens visivelmente necessitados de elementos que eles nem sabem o que, do outro um professor que tem na alma o desejo de servir.  Pois bem, tratava-se de uma turma de terceiro ano, o que vi e ouvi daqueles jovens foram afirmações de impossibilidades e de “não saber”. Poucos projetos, poucos planos. Pensei, então, na diferença da realidade social entre os alunos daquela turma e de tantas outras, onde lecionei, nas escolas particulares.  Fiz uma pergunta: Quantos aqui desejam ou vão fazer o ENEM, apenas um respondeu positivamente e de maneira muito tímida. Os outros carregavam a afirmação de uma aluna que em uma aula anterior me disse que não faria porque não tinha condições de passar; acompanhada de o...