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A igreja de Jesus

Leitura: Mt 18 Uma das questões que já está muito clara para qualquer mente  sensata  é que Jesus de Nazaré não fundou nenhuma religião. O cristianismo é produto posterior que guardou muita coisa de sua mensagem, bem como a perverteu bastante. Porém seria ingenuidade dizer que Jesus não deu inicio a nenhum movimento. Seus passos inauguraram um caminho, até hoje seguido por milhares. Entre a religião cristã e o movimento cristão está o conceito de igreja. Ambos, a religião e o movimento, utilizam esse termo. Assim, a pergunta é: Jesus fundou uma igreja? Se sim! O que era ou como era a igreja de Jesus? A palavra igreja é a tradução para o termo grego ‘ekklesia’ e significa assembléia. Também pode-se pensar num significado de chamados, convocados e separados. Assim podemos dizer que há dois modelos básicos de igreja. Há os chamados para fora de um sistema e os chamados para dentro. Analisando o termo conforme aparece nos registros dos Eva...

O ensino de Jesus sobre a ansiedade

Leitura: Lucas 12:1-34 Eu nunca fui alguém que possa ter sido considerado patologicamente ansioso, mas sem dúvida fui extremamente mas ansioso que hoje, até porque minha ansiedade atual se refere apenas a necessária para a correta condição da vida. Porém atendo muitas pessoas que sofrem de diversos tipos de ansiedade, das de origem psicológica até as de natureza orgânico-essencial. A ansiedade pode gerar neurose assim como também pode produzir uma mente paranoica, até o desenvolvimento de Síndrome do Pânico, Hipocondria, Depressão e os surtos de perseguição ou de angustia e medo de morrer. “Jesus quase não falou de muitos temas que não saem de nossas conversas e preocupações, por exemplo, o amor entre um homem e uma mulher não tem Nele um poema, uma fala, um discurso. E acerca de sexo (outro campeão de audiência entre nós), Ele falou quando forçado pelas circunstâncias ou em razão de questões de outros. Porém, por Ele, espontaneamente, tais temas não foram propostos....

O caminho do impossível possível

No meu últim o texto escrito “A decisão de ser discípulo” muitos leitores chegaram a correta conclusão da impossibilidade. Assim dando continuidade vemos no capítulo 18 de Lucas que a questão não é o da impossibilidade, mas o que faremos quando chegamos a essa conclusão. O não-discípulo vira as costas e vai embora, já o discípulo enfrenta a impossibilidade seguindo o caminho que segue abaixo: Lucas 18 1   E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, 2  Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. 3  Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. 4  E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, 5  Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. 6 ...

A decisão de ser discípulo

Leitura: Capítulo 14 do Evangelho de Lucas Negar a si mesmo é uma condição necessária para ser discípulo, tomar a cruz é uma decisão necessária para se efetivar o discipulado. Lc. 14 – ênfase no 27 Ora toda decisão precisa ser pensada, não se pode tomar decisões no escuro, sem análise a fim de não sermos surpreendidos de diversas formas negativas depois. (28-33) O que preciso então analisar antes de tomar a decisão pelo caminho do discípulo? 1.     Se estou disposto a enfrentar os sistemas deste mundo em favor da misericórdia (1-6) 2.     Se estou disposto a rejeitar os melhores lugares que me conduzem a soberba em favor da humildade (7 – 11) 3.     Se estou disposto a servir sem ser servido, a doar sem receber em troca (12-14) 4.     Se estou disposto a colocar todos os meus interesses em segundo plano em favor do Reino (15-27) Ora e porque precisamos disso? Porque a decisão de ser discípulo env...

Sobre o negar-se a si mesmo

Leitura: Mt 16 O caminho para o indivíduo se tornar quem ele é em Deus é preciso abrir mão de tudo que ele pensa que é sem Deus. É preciso matar o “si mesmo” para sobrar eu. Jesus disse que aquele que desejar ser Seu discípulo, deve negar  a si mesmo . O “si mesmo” ao qual Jesus se refere não é o eu puro ou a consciência de si; é o eu fetichizado; o eu iludido que p ara Jesus faz guerra contra o eu puro e vivente em espírito e em verdade. O “si mesmo” é o culto do eu adoecido ao que lhe seja razão imediata. Seguindo a leitura do texto podemos identificar os discípulos do “si mesmo”: Os discípulos do “si mesmo” vivem correndo atrás de sinais que nega a fé, com a intenção de saciar suas vaidades e tolices. (Mt 16.1-4) Os discípulos de si mesmo procuram interpretar a mensagem de Jesus segundo seus critérios lógicos para não ter que fazer implicações da mensagem de Jesus na vida. (Mt 16. 5-12) Os discípulos de si mesmo transitam facilmente da confissão ...

Praia do Futuro

Eu tinha 11 dias de vida quando fui dedicado ao Mar e seus mistérios, suas lendas e seres. E aqui nessa praia chamada de Futuro vivi todo meu passado. Cresci deixando meus rastros na areia que logo eram apagados pelas ondas. Foi aqui que aprendi a orar, e nunca tive outra Voz divina senão o som de muitas águas. Orações longas para as longas caminhadas, ao alvorecer do dia, ou ao entardecer, no silêncio, na canção, mas sempre aqui. Trouxe a este mar, todos os meus sonhos infantis, todos os meus amores adolescentes, todas as minhas dores juvenis, todas as minhas paixões adultas, e toda a minha vida. Não há nada que não tenha apresentado ao Mar. Minhas poesias são cheias deste lugar e minha alma da maresia desta praia. Minhas melhores histórias de amor tiveram seus nomes escritos nessas areias, e todas as minhas filhas tiveram seus nomes revelados aqui. Não sei as tramas do destino, mas a única coisa do meu pai que ficou em mim, já que ele nunca teve um dia sequer comigo p...

Meu cajueiro

Durante um ano eu que vivi num bairro situado perto de uma reserva ecológica foi um cajueiro que serviu como local de adoração e reflexão em vez do meu velho templo – o mar. Foi um ano diferente, o ano depois da morte, e junto com o cajueiro foi retomando o sabor da existência. Tudo nele e ao seu redor me foi sagrado, de sua imensa copa verde, do vento que ao mexer suas folhas produzia o som dos céus, que me trouxe uma nova linguagem do divino, no lugar do som das muitas águas que me sempre me foi a Voz sagrada. Renasci com um cajueiro, mas sou feito de maresia, e o tempo do cajueiro não poderia se eternizar, precisava voltar para as praias iniciais da minha vida. O tempo de retorno chegou. Assim o tempo do cajueiro que trouxe para minha vida novamente o verde e vento chegou ao fim. A casa que estava em frente ao cajueiro era grande, como sempre gostei, me permitiu muitas coisas, como receber amigos e realizar festas e trabalhar, tudo era feito nela, a ponto de não haver ...