Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2009

A ética do Reino como inclusão

Imagem
Depois de ler e reler os evangelhos algumas vezes sinto-me convencido de que Jesus não possuía uma mensagem exclusivista, pelo contrário, Ele amplia os limites bem mais do que seus discípulos e seus ouvintes podiam esperar ou imaginar.
No seu ensino os grupos excluídos pela sociedade são destacados e chamados a inclusão no Reino. E essa inclusão não se dá por causa de uma religião, raça, credo, cor ou condição social. Todo fundamento do Reino é reconciliação. Ivo Fernandes29 de maio de 2009

A ética do Reino

Imagem
Quando falamos em ética é natural associarmos esse tema aos valores morais de uma sociedade, mas quando nos referimos à ética do Reino não podemos fazer isso, pois a moral que é a base do conhecimento humano sobre o “certo e errado” nasce da condição alienada do homem de Deus. Assim, as expressões “bem e mal”, “moral e imoral”, “valor e sem valor”, “autêntico e não autêntico” não são termos que se aplicam quando falamos de ética do Reino.

Enquanto a moral divide a vida entre coisas permitidas e proibidas a ética do Reino aponta para o que É. Todo conhecimento moral é um conhecimento humano, que está direcionado para si mesmo, ou seja, a moral nasce do olhar do homem posto sobre si mesmo. Por meio dela os homens criam suas leis e exercem seus juízos.

Jesus que anunciou a ética do Reino está na contramão desta moral. Por isso não encontramos verdadeiro diálogo entre Ele e os fariseus que tão bem representavam a moral, e isso porque Jesus e os fariseus estavam em níveis completamente difer…

A fé de um homem

Imagem
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” Apóstolo Paulo

Algumas pessoas acham que minha fé é muito “humanista”, sei que com isso querem dizer que em mim há mais conhecimento do que experiências espirituais. Outras dizem que a fé morreu em mim, devido aos meus muitos estudos e leituras. Mas o que parecem não perceberem é que a única coisa que mudou foi meu estado infantil.
Como homem, já não ignoro a realidade a minha volta. Também já não vejo Deus como via enquanto menino, que por minha infantilidade exigia que Ele resolvesse todos os meus conflitos.
Hoje entendo que o caminho da fé não me livrará necessariamente do caminho da dor, mas isso já não muda a minha fé em Deus que continua presente mesmo em silêncio. Não confundo mais a Deus com as imagens que posso fazer dele.
Deus a cada dia me surpreende desfazendo todo esquema que elaboro sobre ele. Deus é meu Pai da mesma forma …