quinta-feira, 25 de junho de 2009

A ética do Reino e Jesus como a Revelação da História



Jesus Cristo não é somente a Revelação de Deus, mas também a Revelação do Homem, e ainda mais a Revelação da História. Nele está toda realidade e todas as coisas convergem Nele e para Ele.
Falar de Cristo como o Revelador da História é dizer que todo mistério da existência está manifesto. Fora Dele a história do mundo é sem sentido. Nele o mundo é criado, julgado, condenado, perdoado e salvo. Nele todas as coisas estão reconciliadas.

O Deus-Homem também é o Deus da História. Ele se une a natureza humana e se une a história plenamente. Negar a humanidade ou negar a história é também negar a Deus que se fez homem e história.

Feito homem na história deixa-nos a missão de não se esquivar da humanidade real e da história real. O caminho para Ele é um caminho real feito de gente real. O que seus discípulos precisam ser também é gente como Ele foi. Nada de santos entre pecadores, nem de justos entre injustos, mas de seres humanos reais no meio de um mundo desconfigurado.
Todo caminho de glória humana, de autojustificação, de superação da humanidade, de heroísmos, de divinização, de eliminação do ser real é um caminho que nega Deus. Ser discípulo de Jesus é ser o humano que na realidade se é. Morrem as aparências, a hipocrisia, a necessidade de ser o que o que não se é.

Os discípulos de Jesus não são defensores de doutrinas são apenas seres humanos diante de Deus. Eles amam o ser humano real e não uma especulação sobre a humanidade. Suas preocupações não são com lógicas filosóficas, mas com o homem, pois Deus não se fez doutrina, teologia, filosofia, lei, Ele se fez homem.

Isso tudo nos leva a uma ética concreta. O Deus-Homem adverte os seus sobre o perigo de julgar as pessoas, pois quando julgamos os homens julgamos também a Deus. Assim fica proibida a divisão do mundo e dos seres humanos.

O destino de Jesus é o destino da humanidade. Nele está toda a plenitude da divindade e também da humanidade. Desprezar a humanidade é desprezar a Deus.

Vede então o nosso destino! Nele fomos condenados. A culpa da humanidade caiu sobre Ele e Nele o juízo de Deus nos matou, e sua morte, ou nossa morte Nele, é a reconciliação entre o mundo e Deus. Por termos sido julgados Nele é que podemos viver diante de Deus. Na cruz está revelado nosso julgamento, nossa situação.

Na ressurreição o homem está novo diante de Deus. E o que ainda no tempo-espaço está oculto já é contemplado pela fé – “eis que tudo se fez novo”. Para muitos esse mistério ainda está oculto, mas a Igreja carrega o mistério de Deus revelado, a saber, Deus em nós, esperança da glória.

Ivo Fernandes
25 de junho de 2009

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