domingo, 15 de julho de 2012

A parábola do filho pródigo: Uma parábola sobre nós



A parábola do filho pródigo é rica em significado e conteúdo, uma dessas riquezas é que ela fala de nossa alma. Cada personagem dessa história sou eu mesmo. Em cada situação da vida me identifico com um dos indivíduos dessa história. E como caminho, saímos do lugar do filho mais novo em direção ao pai. Isso nós precisamos compreender, somos chamados a ser o pai dessa história.

O filho mais novo é o símbolo da nossa negação da realidade espiritual a que pertenço. É o negar do amor. É o caminho em busca do que já se tem. E o que move o filho mais jovem em correr atrás do que já tem? A descrença. Por causa da descrença busco um amor incondicional no mundo, o que é uma impossibilidade. O filho mais jovem é o símbolo de nossa rebelião e negação do amor de Deus por causa da descrença.

O caminho do filho mais jovem é perdição, e sua sorte está no retorno para casa. Livrando da dúvida a respeito do amor de Deus, preciso crer num Deus que não pede explicações.

Associar-se ao filho mais jovem é mais fácil para a maioria de nós. Pecador que se arrepende nos é uma imagem comum. Mas associar-se a um homem com ressentimentos profundos é muito mais difícil.

A história dos filhos é uma história semelhante. Os dois precisam de cura e perdão, ambos precisam voltar para casa. Ambos precisam crer no amor do Pai.

O filho mais velho é o símbolo dos que viveram vidas regradas como um peso excessivo, e que portanto carrega no coração diversas dores. É o símbolo do infeliz, já que alegria e ressentimento não podem coexistir.

A história de cada filho é a história de cada um de nós. Temos um pai que por seu infinito amor nos deu liberdade de decidir o fim de nossas histórias. Podemos como filhos mais novos morrer com inveja dos porcos, ou retornar para casa, confiando no Amor do Pai. Podemos ficar do lado de fora da festa, cheio de ressentimento, como o filho mais velho ou com confiança e gratidão entrarmos na celebração.

Porém a história não acaba na identificação dos filhos, mas no desafio de me tornar o pai como um passo essencial à realização espiritual. A pergunta é: Você quer ser como o pai? Será que deseja não somente ser perdoado, mas perdoar; não somente ser recebido, mas receber; não somente ser tratado com misericórdia, mas ser misericordioso?

A parábola do filho pródigo traz a essência da mensagem de Jesus – O caminho para se tornar como o Pai.

Ivo Fernandes
6 de julho de 2012

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