segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O segredo de viver contente em qualquer situação


Acabei de reler o livro de Filipenses, carta de Paulo aos do Caminho que se reuniam na cidade de Filipos, segundo o testemunho da igreja primitiva.

Paulo escreveu essa carta da prisão (1.13,14) e apesar dessa circunstância é de suas cartas a que mais exorta a alegria. Ele mesmo confessa seu estado de júbilo, e escreve aos irmãos para que eles se regozijem a despeito das circunstâncias (1.27-30; 4.4).

Sabemos o quão difícil é ter disposição do espírito para a alegria em circunstâncias de sofrimento. Mas nessa carta Paulo nos mostra o segredo disso. E é lógico que não se trata de um caminho simplesmente terapêutico, trata-se de um caminho de fé.

É a fé que permite nos regozijarmos até no sofrimento (1.29), e nela andarmos em unidade, sem ambição egoísta ou vaidade, raízes de muitos sofrimentos (2.2-5). A fé nos faz descansar na certeza que Deus é Aquele que efetua em nós tanto o querer como o realizar, de acordo com a boa vontade Dele (2.13) e com isso podemos por em ação nossa salvação, pois na certeza do cuidado de Deus, prosseguimos alegremente (2.12).

A fé não destrói o problema em si, nem mesmo o ameniza em suas próprias circunstâncias, mas por nos apontar a grandeza do conhecimento de Cristo, nos livra das queixas intermináveis(2.14), e nos ajuda a prosseguir para alcançar a perfeição, na certeza que já fomos alcançados por Cristo(3.12).

A fé nos põe a caminho, nos conduzindo em maturidade (3.13-15). Todo sofrimento tem sua raiz no mundo. A vitória sobre ele está na nossa cidadania que está nos céus (3.20). Essa é a fé que vence o mundo, e não estou me referindo a uma atitude de fuga da realidade, mundo e céus não são espaços geográficos, mas condições do espírito.

O segredo da alegria é a fé. Com ela não andamos ansiosos por coisa alguma (4.6) e temos paz que excede todo entendimento (4.7), podendo nos dedicar ao que é bom(4.8). Quem possui a fé aprendeu a viver contente em qualquer situação, pois tudo pode Naquele que o fortalece (4.9-13).

Ivo Fernandes

29 de setembro de 2013

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