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Mostrando postagens de Novembro, 2007

O sentido da Criação

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Todas as vezes que estou a refletir sobre o universo criado penso no seu sentido de ser. O que Deus quis quando criou todas as coisas? Qual a razão de ser da criatura? Para que existimos? Qual o propósito e finalidade de nossa existência?

Recuso-me a unir-me com aqueles que não encontram propósito na criação. Deus como ser perfeito não poderia ter criado algo para o nada, nem a criação poderia ser fruto da ‘ociosidade’ divina. Na verdade a criação é fruto do desejo de Deus (Apc 4.11). E qual foi esse desejo? Deus desejou a criação para Si. Deus desejou o homem para ser e estar ao seu lado (Gn 1.27). Esse desejo não é fruto de uma necessidade de Deus, é fruto do Seu Desígnio, de Sua Graça.

Deus quis o homem e o fez, esse querer é o que as escrituras chamam de amor. Deus ama sua criação desde a eternidade e nela demonstra seu eterno poder e glória. Por causa disso é que se está dito que o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo (Ef 1.4; 1 Pe 1.20; Apc 13.8). É por causa disso que …

Jesus - O Deus Eterno

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Uma das coisas que mais me impressiona nos escritos e nas afirmações daqueles que negam a divindade de Jesus Cristo apontando ele apenas como um bom mestre de moral, um ser evoluído, um espírito poderoso, etc. é o fato de suas fontes de pesquisa ser o Evangelho (Mateus, Marcos, Lucas e João).
Sabemos que esses livros são os que possuem a maior credibilidade quando falamos de Cristo, portanto, qualquer afirmação a Seu respeito necessita ser avaliada a partir das afirmações contidas nestes livros. Não proceder assim é no mínimo e na melhor das hipóteses extremamente ingênuo do ponto de vista da pesquisa histórica.
Inegavelmente os evangelhos afirmam que Jesus de Nazaré afirmava ser Deus. Ora o que se pode fazer com isso é negar ou aceitar, mas não se pode dar outro sentido, pois não é inteligente dizer que o que o texto está dizendo não está dizendo. E não somente estes evangelhos falam a esse respeito, mas todo o NT aponta para isso. A fé da comunidade primitiva, chamada os do Caminho, a…

O meu do Eu

Sou um Eu
No meu Eu há o que é meu
E no meu Eu nem tudo que é meu sou Eu

Há caminhos para o meu Eu
Eu sendo só o que é meu
Eu deixando o que é meu mas que não é do Eu
Eu ignorado o que é meu
Eu vivendo no Eu e no meu
Eu sendo Eu

Todos os caminhos do Eu lutam com o meu
Assim quando me vi Eu vi também o que era meu
Mas o meu não era o que era Eu
E assim morri no Eu e vivi o meu
Mas ressuscitado fui ao Eu
E agora o Eu vive não para viver pro meu mas para aquele que o ressuscitou

Como vencer o meu no Eu?
Crendo que o que sou Eu não é o que meu
E portanto deixando o que é meu para viver o que sou Eu

Eu sou que sou
Eu não sou o que é meu
E tudo que é meu deixo para ser Eu

Ivo Fernandes
(Depois da leitura do texto “Esmurro o meu corpo” de Caio Fábio)
Em 08 de novembro de 2007