segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade



Para mim liberdade é o poder de ser-agir em virtude do conhecimento pleno do passado, das variáveis presentes e das conseqüências futuras, sem inclinações de sorte alguma. Quem puder ser-agir assim é livre. Bom, não conheço ninguém assim, e na idéia que tenho de Deus cabe essa reflexão para ele, logo, diria que somente Deus é livre.

Quanto a mim, não me considero livre conforme conceito descrito. Mas isso não quer dizer que meu ser-agir é mera representação. Creio que em mim habita potências de ser-agir.

Penso que tais potências são ameaçadas pelas estruturas que escravizam a mente, como as religiões moralistas e fundamentalistas. É aqui onde vejo a que liberdade Cristo se refere, e que Paulo anuncia.

O Evangelho é o anúncio que somos seres aceitos, amados, reconciliados, logo ela nos liberta de uma consciência escrava de estruturas e pensamentos que geram culpa e medo.

Uma vez tendo tal consciência sabemos que nosso caminho ganha nova dinâmica. Não somos guiados mais pelos rudimentos das leis, mas pela novidade da Vida. E essa consciência nos leva até onde ela pode ser mantida, daí, não é um “faça o que quiser”, mas um “viva com consciência reconciliada”.

A igreja ou qualquer grupo só se reúne mesmo em torno do Evangelho se estiverem promovendo tal consciência, do contrário é apenas mais uma estrutura de morte.
Posso dizer então, que sou livre por causa do poder de ser-agir sob a soberania do único que é Livre de fato.

Ivo Fernandes
11 de dezembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Carta Aberta

Carta Aberta 

Saudações, 

Esta carta destina-se a qualquer que de alguma forma pode nos ajudar. Meu nome é Ivo Fernandes, moro em Fortaleza-CE, e estou envolvido com uma organização humanitária denominada Caminho Nações (Way to the Nations), que tem se dedicado a combater vários abusos feitos a crianças africanas, sobretudo abusos relacionados a religiosos cristãos que vêm açoitando e induzindo a população local a perseguir, mutilar e até matar seus filhos. Existe um vídeo da BBC de Londres bastante elucidativo que explica tais abusos nesse link (http://www.youtube.com/watch?v=miFrfTm-k3g). O trabalho que o Caminho Nações (www.caminhonacoes.com) vem executando na Nigéria envolve o cuidado dessas crianças, recolhendo aquelas rejeitadas pelos seus pais, por conta da ganância dos pastores e religiosos cristãos, sobretudo de linha evangélica pentecostal, que induzem seus pais a darem os seus salários para livrarem as crianças da bruxaria. 

Diante do quadro econômico dos países africanos em geral, sobretudo na Nigéria, a grande maioria dos casos envolve desde o abandono das "crianças-bruxas" por esses pais, até mesmo o assassinato pelos familiares ou pelos de sua aldeia, por medo das influências da suposta bruxaria, induzida pelos religiosos locais. O trabalho do Caminho Nações, organizado pelo Dr. Marcelo Quintela (marceloquintela@caiofabio.net), Diretor-Presidente do Caminho-Nações, tem sido fundamental na região de Eket, no estado de Akwa Ibom da Nigéria, na ajuda humanitária para essas crianças. Há alguns dias, foi lançado um livro fotográfico da primeira expedição local, feita por brasileiros ligados ao Caminho Nações, ao estado de Akwa Ibom, na Nigéria. Esse trabalho foi confeccionado para, através da sua arrecadação, angariar fundos para os trabalhos realizados no local de maior incidência desses abusos humanitários. Entretanto, tivemos algumas notícias preocupantes de um de nossos enviados ao local. O nome dele é Leonardo Rocha, e ele está sendo o representante local, ajudando na organização do trabalho na sede do Caminho Nações em Eket. Segundo o Leonardo, que reside na Inglaterra mas devido à necessidade de atenção de perto aos problemas locais do orfanato criado pela organização, tem ocorridos muitos entraves locais que podem por a perder todo o trabalho já realizado junto à comunidade de Eket, em Akwa Ibom, na Nigéria. Trabalhamos semelhantes desenvolveremos em Senegal e Angola. 

Meu pedido é o seguinte: Como poderíamos unir forças, seja até mesmo com informação ou algum tipo de divulgação, para ajudar nessa causa que se agrava dia-após-dia entre esses irmãos africanos. Estou à disposição para comparecer a qualquer reunião que aconteça no Ceará, ou outro de nossos representantes em outras cidades. Precisamos de qualquer ajuda possível para que esse trabalho humanitário não se perca. Tenho um exemplar do livro supracitado, que documenta o trabalho do Caminho Nações. 

Estamos dispostos a lhes apresentar pessoalmente a seriedade do trabalho social e humanitário, lhes garantindo que conheço pessoalmente os envolvidos nesse projeto e a seriedade com que eles conduzem tal ação. O nosso trabalho não ter qualquer cunho religioso. Nosso trabalho visa salvaguardar as futuras gerações que têm sido martirizadas na África através dos muitos abusos religiosos provocados por muitos religiosos estrangeiros cristãos. Entretanto, buscamos apenas salvar essas crianças, oferecendo-lhes abrigo, alimentação, educação, e sobretudo, uma possibilidade de reintegração à sociedade local. 

Abaixo deixo meus contatos em Fortaleza-CE, além dos contatos da sede de nossa organização. Peço que pelo menos acessem o site do Caminho Nações onde as informações sobre esse projeto estarão disponíveis. Espero poder receber alguma ajuda, orientação, ou pelo menos divulgação por parte de vocês. Agradeço de antemão a atenção dispensada pelos senhores. 

Cordialmente, e com esperança, 

Ivo Fernandes 
 85 9696 2900 
85 8878 5758 
Email: ivofernandes.caminho@gmail.com 
http://www.caminhonacoes.com/ 
(Carta adaptada de Anderson Villaverde)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu e o Outro




Esse tempo, e talvez os outros antes dele, mas com certeza este, é um tempo onde tudo vira produto até as emoções humanas. E o produto de consumo precisa dos modelos, estereótipos para ser vendável.  Começa assim a produção da crença prévia, que determinará como as pessoas deverão pensar e sentir, e isso atinge a tudo, desde como os pais devem educar seus filhos até como os professores devem ensinar seus alunos.

Somos tão convencidos que desejamos o produto que chegamos a desejá-lo como desejamos a nós mesmos. Assim não fica mais distância entre eu e o ele. Isso me faz lembrar o mito de Narciso, aquele que se afoga no lago na tentativa de capturar sua própria imagem. 

Nesse tipo de sociedade o preconceito é reinante para com os modelos que se diferenciam daquele que a maioria ou a minoria em poder, determinou como ideal. E ninguém escapa disso.  Todos nós somos preconceituosos. A questão será o que faremos a partir deles.

Não é possível que haja saúde humana enquanto permanecermos excluindo o outro, pois na exclusão dele, também excluímos algo de nós. Quando excluímos o outro, perdemos a chance de nos vermos de outras formas, deixando a oportunidade de incorporar as diferenças.

Ivo Fernandes
18 de novembro de 2011  

domingo, 16 de outubro de 2011

A relação com Deus segundo Jesus



Os Evangelhos não apresentam nenhum manual de adoração, nenhuma orientação ou modelo para sistematizarmos o processo. Jesus, apesar de ser chamado de Mestre, não comunica nenhum sistema teórico, não propõe nenhuma filosofia da religião ou da história. Ele está longe de ser enquadrado no perfil dos pensadores. Nem sequer anuncia amanhãs radiantes. Sua mensagem é o que podemos chamar de imprevisível e consequentemente distanciada das interpretações dominantes da religião de sua época.

Quanto à questão da relação com Deus, os judeus pensavam esta relação a partir dos conteúdos concretos da esperança messiânica, da importância atribuída a Lei, do privilégio reconhecido à eleição e da fascinação pela terra prometida. Em outras palavras, a relação com Deus acontecia mediada pela Lei, pelo templo e pelas convicções dos espaços identificáveis do Reino de Deus, a saber, o templo, a terra e o povo eleito.

Porém, não vemos nenhuma dessas ênfases em Jesus. Ele se declara Messias negando todas as ênfases judaicas (Jo 4, 21-27). O Deus de Jesus não está em lugar nenhum. O Templo e Cidade de Jerusalém perderam a vocação de mediarem à relação com Deus. Quanto a Lei, é evidente nos textos como Jesus a relativizou em favor da vida humana. Aos seus discípulos não exige fidelidade a Lei, mas a si próprio como visibilidade humana de Deus.

Enfraquecidos o Templo, a Cidade e a Lei como mediadores da relação com Deus, a convicção de povo eleito perde o sentido. A universalidade da Graça e a fraternidade humana são afirmadas. Agora não é possível basear-se numa etnia eleita, pois até das pedras Deus suscita filhos (Mt 3,9)

Tanto na oração do Pai Nosso (Mt 6.5-15) quanto na conversa com a  samaritana (Jo 4), os dois textos mais indicativos sobre o assunto , Jesus não responde a questão de como nos relacionamos com Deus, apenas indica que tal relação é resultado de uma profunda convicção de Deus, que ele chama de fé, e que ocorre nos ambientes secretos da alma, e não nas exterioridades e aparências. Assim nada e nem ninguém pode ocupar o lugar de identificação de Deus, restando à máxima que o “justo viverá da fé”.

Ivo Fernandes
16 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

A dúvida e a fé



Vivemos num tempo onde a dúvida foi entronizada. Ela já não é caminho para a verdade como na modernidade, ela é o destino. Nenhuma verdade deve ser aceita, afinal não existem verdades, tudo é apenas interpretação.

Conhecer é pôr-se em relação a alguma coisa, e um conhecimento absoluto é não somente um ideal inatingível na prática como uma contradição em termos. E a radicalidade desse pensamento não reside em afirmar que o conhecimento varia segundo o ponto de vista, e sim em negar a existência de um ponto de vista transcendente que poderia reunir os demais em uma síntese ou totalização, e que seria a única condição pela qual poderíamos conceber uma “coisa em si” para além das perspectivas. Dito de outro modo, o que está em questão não é a possibilidade de conhecermos a verdade, mas a existência mesma da verdade, isto é, de um estado de coisas constituído do qual o conhecimento seria a representação mais ou menos exata.

Assim o caminho proposto é semelhante ao do eremita de Nietzsche: “[Um eremita] duvidará inclusive de que um filósofo possa ter opiniões “verdadeiras e últimas”, e que nele não haja, não tenha de haver, uma caverna mais profunda ainda por trás de cada caverna — um mundo mais amplo, mais rico, mais estranho além da superfície, um abismo atrás de cada chão, cada razão, por baixo de toda “fundamentação”. (Além do bem e do mal, § 289.)

Do outro lado está o sujeito religioso a assegurar a sua convicção inabalável, a sua certeza absoluta e o seu acesso perfeito à verdade divina. Admitir a remota possibilidade de não estar alinhado à verdade absoluta, constitui-se em uma fraqueza inadmissível para uma boa parte de religiosos.

Entre esses dois grupos estão os cristãos e teólogos pós-modernos, tentando fazer uma teologia que abra mão dos absolutos metafísicos. Uma teologia que rejeita o Deus Absoluto da tradição cristã e o Totalmente Outro da neo-otodoxia, forjando um Deus que permaneça vivo ainda que morto, um Deus que permaneça presente ainda que ausente, um Deus que não atrapalhe a entronização da dúvida.

E o que Jesus disse sobre essas coisas? Uma leitura das fontes que nos apresentam seus ensinos nos mostra que ele jamais teceu elogios à dúvida. Todas as vezes que a citou foi contrapondo a fé. Jesus não se dedica a questões que envolvem compreender Deus, ele não tem um Deus para compreender, mas para obedecer.

Isso então quer dizer que não há espaços para a dúvida na fé cristã? Eu responderia que não há espaço para a dúvida na Fé Jesuológica que é um ato de paixão, um ímpeto na direção do Impossível, e não um saber, um sentir ou um querer.

Concordando com Soren Kierkegaard que diz em Temor e tremor: “A fé é um assombro e, contudo, nenhum ser humano é excluído dela; pois a paixão reúne a vida humana e a fé é essa paixão”. A fé, portanto, não é algo que se possa dar, receber e muito menos entender, mas é a chave que apaixonadamente nos ajuda a tomar decisões.

A dúvida não está para a fé, mas para a crença, pois esta tem haver com o saber, e mesmo nas crenças fundamentalistas onde a dúvida é negada epistemologicamente, na verdade com isso ela é afirmada. É uma relação dialética, crença versus dúvida.

Desta forma posso afirmar que a dúvida está em mim e a fé também e só não são excludentes porque são de ordens completamente diferentes. Assim aquele que tem fé, duvida, mas jamais do objeto de sua fé, mas de toda e qualquer construção do saber.

Eu posso dizer então que duvido, mas isso não me gera uma crise de fé. Posso mudar minhas crenças movido por dúvidas, mas jamais minha fé, pois a semelhança  de um personagem de Dostoiévski: “[...] se lhe provassem matematicamente que a verdade estava fora de Cristo, você aceitaria melhor fi car com Cristo do que com a verdade?”.Toda sua vida ele guardou um sentimento exclusivo, um amor exaltado por sua face divina [...] se alguém me demonstrasse que Cristo está fora da verdade e se realmente a verdade estivesse fora de Cristo, melhor para mim seria querer ficar com Cristo do que com a verdade” (DOSTOIEVSKI, F. M. Os demônios. p. 249, 250)

Ivo Fernandes
9 de outubro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sobre a descida de Cristo ao Hades




Primeiramente confesso que os textos analisados, a fim de obter uma resposta para essa questão, não são de fácil compreensão. No entanto me valho da fé, do bom senso, do testemunho de muitos cristãos e daquilo que acredito ser a totalidade do Evangelho. Creio firmemente que Jesus é o Caminho ‘aqui ou em qualquer lugar’ como disse Russel Champlin, e que, portanto, não vejo nenhuma dificuldade em dizer que Cristo foi e pregou aos espíritos em prisão, conforme 1 Pe 3.19. Minha consciência, segundo o Evangelho, não me deixa participar da idéia de Cristo ter ido às regiões inferiores apenas para declarar a condenação dos que lá já estavam, ou que foi apenas para tirar os justos daquele lugar, quando o texto claramente diz que foi pregar aos espíritos em prisão que em outro tempo foram rebeldes. Também não vejo força no argumento de Agostinho quanto a essa questão, ao afirmar que Cristo pregou por meio de Noé aos homens de seus dias. Isso, para mim, é forçar demais o texto, querendo que ele diga algo que não está dizendo. Vejo que a maior preocupação daqueles que negam tal possibilidade é garantir a manutenção de sua teologia sobre a salvação e a perdição eterna, ligado a isso a idéia de que somente por meio do anúncio que a Igreja faz é que os homens podem ser salvos. Mas segundo Paulo o próprio Deus reunirá em Cristo todas as coisas (Ef 1.10/Cl 1.16). O que parece ser a mensagem é que Cristo pode alcançar os homens em qualquer lugar. Sei que muitos são presos à idéia de que depois da morte segue-se o juízo conforme Hebreus 9.27, no entanto o texto em Hebreus não deixa claro que o ‘depois disso’ é a morte do indivíduo, principalmente se lermos outros textos sobre o tempo das fronteiras eternas como Atos 17.30,31; II Tm 1.12; 4.8; I Jo 4.17. Concordo com Lange quando diz que “Pedro, por iluminação divina, afirma claramente que os meios de salvação divina não terminam com esta vida terrena”.Creio que aquele dia onde os homens serão julgados definitivamente é o dia do aparecimento de Cristo, portanto até aquele dia não podemos e nem temos o direito de definir o alcance da salvação (Rm 10.6-8). Se as Escrituras não dizem o que está dizendo como parece afirmar alguns teólogos, logo, Ela pode ser manuseada para provar qualquer coisa. Alguns gritarão e dirão – e a justiça divina? – como se fossem maiores do que ela em suas considerações. Nunca neguei a realidade da ira e da punição, no entanto, creio que ninguém poderá perder-se finalmente sem antes ter chegado frente a frente com a verdade conforme ela se acha em Cristo. Outros talvez dirão que isso é novo e antibíblico, no entanto ignorantemente falarão já que muitos pais assim criam, como também uma quantidade enorme de cristãos no mundo, excetuado talvez um número crescente de denominações evangélicas. Não sou universalista ou coisa assim apenas não ouso diminuir a missão de Cristo abaixo do que ela é vista nas Escrituras. Creio que o mistério da vontade de Deus é conforme diz Ef 1.10 e que um dia Cristo será tudo em todos, não reduzindo esse mistério à visão simplista dos universalistas. Cristo é a razão da existência de tudo, o alvo de viver de todos. Não existe nenhuma vida independente dele e nem nunca existirá. O que vejo é uma guerra de teologias e denominações e nesta guerra aqueles que ficam de fora e se põem a seguir a verdade são taxados de hereges. Mas já não tenho energia para gastar com a religião. Regozijo-me com as cenas finais apresentadas em Apocalipse. Onde várias vozes cantarão um cântico ao Cordeiro. Faço minha as palavras de um ditado popular: “Da covardia que teme novas verdades, da preguiça que aceita meias-verdades, da arrogância que pensa saber toda a verdade, ó Senhor, livra-nos!”.

Ivo Fernandes (em 23 de janeiro de 2006)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre a eterna cruz




Eu creio na reconciliação de todas as coisas conforme revelada no Cristo, o Novo Ser. O Cordeiro de Deus foi imolado e seu Sangue foi conhecido antes da Fundação de todas as Fundações. O Cordeiro é veículo de toda a Construção, e não somente isso, mas a estrutura do processo que conduzirá todas as coisas ao Pai, o Ser-em-si.

A Cruz vem antes de todas as Coisas. E toda liberdade só foi possível por causa dela, inclusive a liberdade de haver a Queda. Antes de haver mundos e antes do que o Gênesis chama de princípio houve a Cruz. E só a partir daí veio a existir o que conhecemos como existência.

Mundos e homens, todos os seres possuem sua existência por causa da Graça vista na cruz. E esse é o mistério do Evangelho. E esse mistério só Deus conhece plenamente posto que ele é o fundamento do ser.

A Queda do homem não produziu uma saída desesperada de Deus para resgatar a humanidade perdida. Antes de tudo veio a Cruz para possibilitar vida aos homens mesmo com o risco da Queda.

Não creio num deus que luta desesperadamente para conseguir salvar alguns e nesse evangelho onde a cruz é apenas um paliativo para a doença do homem. Creio que quando as Escrituras dizem que o Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação do mundo, revela que foi a provisão da Graça que possibilitou liberdade e vida na Terra.

Sei que isso é Evangelho, pois não há verdade mais libertadora que esta: O Amor Gracioso se entregou pelos equívocos e pecados da Criação antes dela existir. Essa mensagem liberta os homens da culpa e de todas as neuroses existenciais que ela patrocina. Estou convencido de que é somente vivendo com essa consciência em fé é que se pode experimentar a libertação de todo medo de ser, viver e existir.

Ah! Que doce liberdade! Minha vida é fruto do Amor de Deus revelado na Cruz Eterna. Fora disso o que há é religião, e as produções de medo e culpa. Mas as Escrituras já dizem: O Perfeito Amor lança fora o medo!

Ivo Fernandes
2009

1 Coríntios – Uma síntese

A Certeza Deus é fiel (1.9) A Promessa Ele os conservará firmes até o fim, de modo que sereis irrepreensíveis no Dia de no...