segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Psicopatia dos últimos dias


Os “últimos dias” não são dias cronológicos, trata-se de uma dimensão espiritual, de realidades terríveis, eras de morte, de trevas. Na história humana já houveram muitos “últimos dias”, são dias marcados pelo egoísmo, avareza, arrogância, ingratidão, impiedade.

São eras onde o amor se esfria. Eras de gelo. Os homens ficam irreconciliáveis, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, soberbos. É um tempo sem Deus, mas não necessariamente sem religião, aliás, a religião até cresce com aparência de piedade, mas negando na prática a caridade. São enganadores da alma humana que aproveitam o desejo egoístas dos homens e conseguem enganar as massas. Não há nenhuma verdade nos seus ensinos. Tudo que ensinam é fruto da depravação da mente.

É um tempo sem fé, conforme profetizou o Cristo. No entanto em nenhuma das eras do fim, extinguiu-se o caminho do amor. O mal não tem em si eternidade, pois é próprio de si a autodestruição. Consome a tudo até a si mesmo.

Os que possuem fé nos tempos dos “últimos dias” são perseguidos, e sofrem por acreditarem no que é negado por todos. Daí precisarem de muita paciência e perseverança.

Hoje a Psicopatia é o mal da Era! Já foi a Histeria, depois a Depressão, depois o Pânico, e, agora, a Psicopatia. E pior: não há medicação para fazer amar com amor divino, sublime e verdadeiro! 

Psicopatia tem graus, níveis e estágios! Entretanto, sua maior marca é a falta de arrependimento quando se erra a fim de consertar o erro, e de afetividade, no caso de nada se sentir quando se ofende o próximo!

É preciso que cada um de nós em tempos como esse avaliar o próprio ser, para saber se não fomos contaminados pelo espírito desta era.
Somente se transformamos o amor numa disciplina e nele nos exercitarmos é que poderemos proteger nossa alma da doença deste século.

Não é tempo para cochilarmos, pois, as candeias estão sendo apagadas pelo vento frio deste mundo. É tempo de vigília pois vem o ladrão, e os que vem prender a verdade, matar a vida e destruir o caminho. Assim, somente unidos e nos guardando em oração e comunhão é que podemos superar esse tempo, não de maneira ociosa, mas combatendo o bom combate, retribuindo o mal com bem, a injustiça com justiça, o ódio com amor.

Sigamos firme, pois o tempo do fim tem seu fim, e o novo sempre vem!

Ivo Fernandes
24 de agosto de 2015


(O texto em itálico é de autoria de Caio Fábio)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conselhos aos jovens cristãos


No último mês fiz algo que fazia tempo que não era a minha dedicação primária – falei a jovens – atividades que exerci durante muitos anos em minha vida, como líder de juventude e pastor. Fiz nesses últimos dias em virtude de uma necessidade na estação que mentorio e por convite de uma igreja amiga.

No último culto que participei fiquei atento ao comportamento dos jovens presentes naquela reunião, dos 13 aos 25 anos. E lembrei do meu tempo de adolescência e juventude e de todas as minhas experiências.

Hoje fazendo uma retrospectiva sei que muito do que vivi foi próprio da imaturidade e paixão da minha adolescência. E muitas das coisas que vi e vejo na juventude cristã de hoje não mudaram muito das do meu tempo. Porém outras coisas mudaram, como, por exemplo: o apelo comercial ‘gospel’ travestido de adoração; condição hormonal-psicológica dos jovens sendo captada para desenvolverem o que chamam de “extravagância”; a necessidade de referências produzindo ídolos gospel e ou fundamentalistas; e a velha incapacidade de entender o que está por trás dos fenômenos em razão de estarem mais ligados as sensações do que ao pensamento.

Em épocas de facebook e WhatsApp a rapidez da informação está cada vez mais associada ao fim do pensamento crítico, e a promoção de uma criticidade sem pensamento. Levantam-se bandeiras que não são essências e tomam-se partidos sem envolvimento verdadeiro com as causas. Todos tornam-se alvos fáceis das figuras que sabem manipular as caraterísticas da juventude e desse tempo.

Bom, eu tenho 3 filhas e a mais velha tem 15 anos e não gostaria de vê-la presa do sistema evangélico-capitalista-idólatra que tem produzido gente, idiotado, preconceituoso, raivoso, e sem noção. Não desejo que se inspire ao pastores-shows que desejam viciar jovens em doutrinas como se fosse cocaína, muito menos em fundamentalistas metidos a inteligentes ou em cantores que só desejam ganhar grana e para isso vendem uma pseudo-espiritualidade. Desejo filhos que amem a Deus, mas que não percam a inteligência. Afinal crer também é pensar.

O conselho mais recorrente das escrituras aos jovens é o da moderação, isto claro, porque se sabe que a maioria dos erros da juventude advém das paixões, das atitudes sem pensar. Ora, mas moderação não é apenas para a vida sexual como apregoam alguns, mas para a vida espiritual também. Ou seja, moderação e extravagância não combinam. Logo a verdadeira adoração, o verdadeiro espirito cristão, o verdadeiro culto é o que é prestado com amor sem descartar a reflexão, que Paulo chamou de culto racional.

Sim! Devemos cantar com força. Sim! Devemos nos emocionar. Sim! Devemos manifestar sensações, mas não, não podemos seguir o absurdo, o sem sentido, o ridículo e menos ainda o militante, bélico, raivoso. Não devemos amar com todas as forças, movimentos, manifestações, estilos, músicas, pessoas, mas o Cristo de Deus. Só Deus e não suas representações.

E só tem um jeito de não sermos enganados por nossas paixões juvenis e por líderes aproveitadores, julgar todas as coisas pelo espirito de Cristo. Ou seja, só vale a pena nos dedicar, seguir, publicar, compartilhar, defender e se envolver com o que carrega o Amor para com Todos, sem distinção alguma. O que não carregar esse princípio pode parecer bom e espiritual, mas na verdade é engano e destruição.

Rejeitem os discursos exclusivistas, rejeitem os discursos de primazia, rejeitem os discursos de separação, rejeitem os discursos preconceituosos, mesmo aqueles que vocês foram induzidos a acreditarem que por ser bíblico deve ser seguido, não é a bíblia e suas diversas interpretações que deve ser seguida, mas a Palavra de Deus encarnada nos atos de Jesus.

Rejeitem o mercado gospel, não confundam adoração com exploração das emoções para gerar grana. Rejeitem os ídolos gospel, eles só querem a fama que as multidões dão. Rejeitem os pastores e pregadores midiáticos que vivem de popularidade, não o sigam, não o republiquem, não deem atenção, nem mesmo para discordar, pois na busca por fama, adoram também os debates intermináveis.

Rejeitem a convocação para qualquer guerra que seja. Não aceitem levantar bandeiras em defesa de nada, o amor não carrega bandeiras de grupos. Não aceitem nenhuma autoridade que não se fundamente no Amor. Não participem de nenhum grupo humano que distingue, segrega e condena pessoas.

Não sejam cínicos nem mentirosos. Não desenvolvam duplas personalidades para agradar a todos. Sejam honestos com vossas sensações e experiências. Não tenham medo da condenação, o Senhor já nos livrou de tudo! Procurem ajuda de gente honesta, boa e cheia de misericórdia para lidar com vossos conflitos. Não entreguem tesouros aos porcos.

Amando a Deus de verdade, orando e pedido sua orientação e fugindo dos anticristos, vocês acharão o Caminho!

Sim! Eu sei!

E quando disserem a vocês para terem cuidado com o que escrevi, mostrando argumentos lógicos, bíblicos e teológicos, façam apenas uma coisa, julguem onde o amor está, pois onde houver amor por Todos, aí Deus está!

Ivo Fernandes

31 de julho de 2015

Ídolos – da construção à necessidade de destruí-los

O termo ídolo não é um termo usado em nossa nação comumente. Aparece mais nos discursos evangélicos numa referência a qualquer entidad...