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Gênesis, a história do pecado e da justiça própria

Leituras sugeridas: Gênesis 2 – 3 - 4;1-17; Hebreus 11;4 Sempre gostei do livro do Gênesis, em especial seus primeiros capítulos. E essa admiração só aumentou quando tomei consciência do estilo literário e aprendi a ler corretamente esses textos, pois deixei de me preocupar com as questões históricas do texto e me dedicar ao seu ensino ético. Das leituras que possuo nenhum texto me é tão explicativo do ponto de vista simbólico do que os capítulos iniciais desse livro. É nele que encontro os aspectos psicológicos, morais, arquétipos mais adequados para compreender a história dos homens e a minha própria história. Gênesis é o livro dos inícios. O livro da história do homem. O livro da história do pecado e da justiça própria. É claro que o termo história não deve ser visto de maneira contemporânea, visto o texto possuir uma linguagem mítica. Destaco aqui duas histórias, mas me dedicarei nesse texto em especial a história de Caim e Abel. A primeira história é a história ...

Família, um só amor, muitas formas de amar

Leitura sugerida: Mateus 12.46-50 Nas últimas semanas as redes sociais se encheram de debates com a discussão sobre o conceito de família, isso em razão do PROJETO DE LEI que Dispõe sobre o Estatuto da Família e dá outras providências. Nesse projeto está dito: O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Família e dispõe sobre os direitos da família, e as diretrizes das políticas públicas voltadas para valorização e apoiamento à entidade familiar. Art. 2º Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. No mesmo site do congresso onde verifiquei o projeto seguia uma enquete sobre a opinião do brasileiro sobre a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher. O resultado da pesquisa dava 51,62% votos contrários a esse conceit...

Afinal o que importa é ser feliz?!

Ser feliz uma das expressões mais comuns, um dos desejos mais corriqueiros. Mas será que falamos todos a mesma coisa quando falamos de felicidade. Afinal o que significa ser feliz?! Na contemporaneidade é comum associarmos felicidade a negação da dor e do sofrimento. Se é feliz quando não se pode verificar nenhuma dor ou sofrimento, pensamento bem diferente de muitos gregos antigos onde não podia se pensar em felicidade sem dor, pois é justamente na dor que se revela o amor e amizade. Hoje se tem uma obrigação de ser feliz. Ser deprimido não é mais comercial como já foi em outras épocas. Todos os nossos comerciais são marcados por extrema felicidade. Nada de problemas, é um verdadeiro mundo encantado. Somos cercados de mídias que fazem recortes da realidade e só importa mostrar a imagem perfeita, a foto ideal, o momento sublime, a felicidade estampada. Somos a geração dos remédios da alegria. Analgésico e todo tipo de drogas de alivio da dor. Precisamos consumir e ser...

Decepcionados com Deus

São 15 anos de escuta clinica pastoral, e percebi que das dores mais difíceis de sarar a maior é a proporcionada com a decepção com Deus. Sim! Pode-se decepcionar com Deus, e isso ocorre com mais frequência do que se pode imaginar. Tal decepção desencadeia uma série de doenças na alma, e estados aflitivos e angustiosos do ser. O que de fato está por trás dessas decepções? Não é uma crise de fé, mas antes um desencontro entre a expectativa e a realidade. A religiosidade cristã contemporânea é marcada pela ideia de sucesso, e esperam de Deus a garantia, os meios e a execução de seus projetos. Desenvolvemos uma ideia tão equivocada de Deus que esperamos que ele resolva todos os nossos problemas até os mais corriqueiros – como se questionar o porquê ele deixou seu pneu furar no caminho para o trabalho. Mas afinal não nos haviam ensinado que Deus se importa com todos os detalhes da minha vida?! Que mal fez a alma ocidental-cristã-evangélica esse tipo de doutrina! Elas produzem...

A Psicopatia dos últimos dias

Os “últimos dias” não são dias cronológicos, trata-se de uma dimensão espiritual, de realidades terríveis, eras de morte, de trevas. Na história humana já houveram muitos “últimos dias”, são dias marcados pelo egoísmo, avareza, arrogância, ingratidão, impiedade. São eras onde o amor se esfria. Eras de gelo. Os homens ficam irreconciliáveis, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, soberbos. É um tempo sem Deus, mas não necessariamente sem religião, aliás, a religião até cresce com aparência de piedade, mas negando na prática a caridade. São enganadores da alma humana que aproveitam o desejo egoístas dos homens e conseguem enganar as massas. Não há nenhuma verdade nos seus ensinos. Tudo que ensinam é fruto da depravação da mente. É um tempo sem fé, conforme profetizou o Cristo. No entanto em nenhuma das eras do fim, extinguiu-se o caminho do amor. O mal não tem em si eternidade, pois é próprio de si a autodestruição. Consome a tudo até a si mesmo. Os qu...

Conselhos aos jovens cristãos

No último mês fiz algo que fazia tempo que não era a minha dedicação primária – falei a jovens – atividades que exerci durante muitos anos em minha vida, como líder de juventude e pastor. Fiz nesses últimos dias em virtude de uma necessidade na estação que mentorio e por convite de uma igreja amiga. No último culto que participei fiquei atento ao comportamento dos jovens presentes naquela reunião, dos 13 aos 25 anos. E lembrei do meu tempo de adolescência e juventude e de todas as minhas experiências. Hoje fazendo uma retrospectiva sei que muito do que vivi foi próprio da imaturidade e paixão da minha adolescência. E muitas das coisas que vi e vejo na juventude cristã de hoje não mudaram muito das do meu tempo. Porém outras coisas mudaram, como, por exemplo: o apelo comercial ‘gospel’ travestido de adoração; condição hormonal-psicológica dos jovens sendo captada para desenvolverem o que chamam de “extravagância”; a necessidade de referências produzindo ídolos gospel e ou ...

Dias de um futuro próximo

Sábado, 25 de julho de 2015, 6h00min da manhã, o sol tem uma luminosidade agradável, tornando a cor do mar que vai do azul ao verde. Estou a 10 passos de onde as ondas arrebentam, na casa do mestre Antônio, na praia de Morro Branco, no município de Beberibe – Ce. Esse é o quarto dia de uma estadia maravilhosa junto as minhas razões, e é a terceira vez que fico nesse mesmo lugar. A casa é simples, mas como disse ontem milha filha Cecília, 7 anos, ela é ótima. Uma casa de pescador, pé na areia, do lado das embarcações que saem todos os dias daqui para pescar, ao pé das falésias de areias coloridas e vizinho ao já meu amigo pescador, que sempre prepara uns peixes fritos do jeito que gosto. Durante esses dias orei e entre minhas orações ao Mar, me invadiu um propósito. Não sou um homem de muitas metas, na verdade, comparando com a forma de viver da maioria dos homens do meu tempo, sou um ponto fora da curva. Nunca quis muita coisa. Meus desejos são poucos. Minhas orações de p...