terça-feira, 3 de novembro de 2009

Creio - A Esperança


A esperança cristã se une a esperança judaica, e por que não dizer de todos os homens quanto à realidade do Reino. Os profetas anunciaram sua vinda e sua duração eterna (Dn 2;6;7). Porém Jesus nos revelou que tal Reino não vem com aparência exterior, mas já é realidade entre nós (Lc 17.20,21), porém esse Reino não pertence as mesmas categorias dos reinos dos homens (Jo 18.36).

O Reino é um reino de justiça onde toda opressão é exterminada, um reino de paz (Is 9.1-7). Esse Reino pertence aos pobres de espírito, aos que foram e são perseguidos por causa do amor a justiça (Mt 5), aos que se tornam como crianças na dependência do sagrado(Mt 18.3). Estes filhos do Bem são sementes do Reino no mundo(Mt 13.38).

No momento o Reino dos céus está entre os reinos do mundo, tal como o trigo em meio ao joio, tal como um tesouro escondido num campo, não cabe aos filhos do Reino tentar separar o joio do trigo, isso se dará na consumação dos tempos, o que se precisa é ter coragem de como um homem que encontrou uma pérola de grande valor, fazer tudo para possuí-la (Mt 13).

No Reino o maior é sempre aquele que serve, aquele que se dispõe ao perdão, que busca sempre a harmonia (Mt 18), por tal razão é que é difícil os homens ricos de si mesmo entrarem no Reino dos céus(Mt 19.24), e também os homens que barganham com o Senhor do Reino (Mt 20).

Devido à natureza caída dos homens é necessária uma conversão da consciência para que o Reino seja entendido e vivido, de outro modo não experimentam tal realidade (Jo 3), daí o chamado ao arrependimento(Mt 4.17).

Cabe aos filhos do Reino anunciar tal realidade, não somente com palavras, mas curando os enfermos, expulsando os demônios, libertando os oprimidos, alimentando os famintos, ressuscitando os mortos, transformando realidades, sem preguiça ou desistência, pois o Reino requer de seus filhos radicalidade no compromisso (Lc 9).

Enquanto no Caminho os filhos deste promovem o Reino também renovam suas esperanças Naquele que pelo seu poder e Graça reinará sobre todos os reinos do mundo (Apc 11.15). Nesse tempo de salvação universal o mal já não mais existirá (Apc 12.10).

Haverá um novo céu e uma nova terra onde tudo que nos separa já mais existirá. O mundo e Deus estarão em unidade visível e perfeita como um casamento. Não haverá mais lágrima, nem pranto, nem clamor, nem dor e nem morte. E todo mal será exterminado na segunda morte. E os salvos andarão na Luz, que é o Cordeiro que foi imolado desde a fundação do mundo para fazer convergir em si todas as coisas. (Apc 21)

A Glória pertence a Deus!

Ivo Fernandes
30 de outubro de 2009

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