sábado, 20 de janeiro de 2018

A comunhão para além dos muros da Religião


Leitura: Gálatas 3

“Nem judeu nem grego”

O Evangelho não é religião simplesmente porque não se limita por credos, crenças ou normas. A Bíblia, sim pode ser dita que possui orientações etnicistas cheia de conteúdos morais vinculados a certos grupos sociais, todavia o Evangelho nela contido é maior que as escrituras. A Bíblia é texto humano, o Evangelho é promessa divina.

O povo judeu segundo a carne se considera eleito em detrimento dos demais. O cristianismo herdou essa característica, mas o Evangelho não é elitista, e sim universal.

Os profetas sabiam dessa diferença, por isso enfrentaram os sacerdotes de seu tempo, anunciando a Luz para todas as nações. Jesus tinha essa consciência profética por isso em todo seu ministério não se limitou ao seu povo ou território.

Por todo o ministério de Jesus vemos que ele anunciou a graça a todos os povos, e reconheceu a fé em diferentes credos. Os discípulos entenderam a universalidade da Graça e se tornaram missionários pelo mundo. Entenderam que não é imundo aquilo que Deus santifica.

Portanto o evangelho não depende de nenhum contexto cultural ou religioso. Não há espaço para nenhum elitismo cristão.

A igreja é que na história destruiu culturas e promoveu perseguição a outras religiões. O Evangelho ao contrário atrai a todos! Quem tem o Evangelho não é um perseguidor e nem juiz do credo alheio. Todo preconceito é contrário ao Evangelho.

Em Cristo não há ...judeu nem grego...

Quem está em Cristo não tem preconceito. Se há preconceito não há entendimento do Evangelho.

O Evangelho derruba os muros da religião e estabelece a comunhão entre os povos!

Ivo Fernandes
14 de janeiro de 2018


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Carta Aberta


O ano era 2008 e eu sentia que minha vida iria desmoronar mais uma vez. Sonhos rachados e todas as minhas tentativas em vão. Ainda tentei remendar cacos por três anos. Dor, aflição, angústia, tristeza e um monte de experiências que por fora pareciam prazerosas, mas tinham como raiz essas sensações descritas.

Dois anos antes já havia tomado uma das decisões mais sérias da minha vida, romper com uma tradição religiosa familiar. Era o ano de 2006 quando disse não a toda experiência religiosa que não retratasse a verdade do meu coração. Começava a Estação do Caminho da Graça em Fortaleza. Mas minha libertação estava apenas começando, uma mais dolorida ainda estava por vir.

Em 2004 já havia decidido viver uma experiência nova de espiritualidade, mais de acordo comigo mesmo. Esse desejo, sempre foi a minha busca, apesar do termo “nova” nada tinha de novo, era a mesma sede que desde a minha infância me tomava, mas que não encontrou nos centros religiosos que passei espaço para se desenvolver.

Esse espaço só veio surgir definitivamente quando rompi laços e anunciei publicamente a minha caminhada de fé sem os rótulos anteriores. Mas como disse isso era só o começo. A minha vida pessoal estava passando por tribulações muito sérias, tão sérias que no decorrer de 3 anos de lutas não resisti e enfrentei o fim de um sonho, a destruição de um castelo.

Era final de ano de 2010 quando em meio a dores infinitas fiz um trato comigo mesmo. Não era um novo caminho de fé, era um novo caminho pessoal. Fiz um pacto de verdade da minha alma com a minha alma. Um pacto de sangue, que até hoje tenho mantido com todo esforço possível.

Começava uma jornada de encontrar meu mundo no mundo, minha forma de viver na vida. Conheceria meus limites, meus prazeres, minhas alegrias, meus desejos, meu querer e minha fé. E nesses 12 anos seguintes vim me tornando cada vez eu mesmo.

Vivi tudo que quis viver. Experimentei tudo que quis experimentar. E não consumi aquilo que não quis consumir. Era um homem em teste, e como me testei. E com isso, cresci, amadureci. No meio desses doze anos morri. E na morte fui ao inferno e de lá, Aquele que é Dono de tudo, decidiu me tirar. Uma nova vida, porém, sob a insígnia da morte. Mais um aprendizado, viver como que morto!

Pois bem, tudo isso para dizer que nesse tempo de tantas mudanças, algumas coisas sempre foram a mesma, a fé, a verdade da alma, a honra e dignidade. Coisas que jamais foram abaladas em mim, nem diminuídas, nem negociadas.

Mas nesse tempo, observei que muitos que seguiam comigo viram no meu processo de ser, uma oportunidade para mudar, mas aquilo que deveria ser bom, não se mostrou tão bem assim para alguns. Pois na tentativa de experimentarem a liberdade que me envolvia, abandonaram a fé, traíram a si mesmos, e a valores que não poderia ser negociado. Alguns perderam a honra e a dignidade. E o pior, associaram tudo ao meu nome, ou ao fato de estarem comigo ou perto de mim.

Se não fosse a minha liberdade e a vontade de ser eu mesmo acima de tudo, teria hoje uma estrutura religiosa fortíssima, pois o que percebi é que mesmo diante do ensino da Graça e da liberdade e da responsabilidade, a maioria das pessoas deseja o controle, a proibição. Não querem chamar para si a responsabilidade da vida, dessa forma recai sobre aquele que ensina a responsabilidade de todas as atitudes tomadas pelos outros.

E o que eu nunca fiz, nunca senti vontade ou que sequer passou pela minha cabeça eu vi. Alguns voltaram a religião, pois consideravam que era o único jeito de salvar suas almas e suas histórias. Outros começaram a mentir para si mesmo, e se mantinham perto de mim com uma espiritualidade maquiada, já não havia fé, mas também não havia coragem de dizer não creio. Os corajosos esbravejaram para os quatro ventos seu ateísmo ou seu suposto agnosticismo, e nisso começaram a se orgulhar, como se o fruto do meu trabalho fosse dar a eles a condição de não crer. Mas, o que isso tudo tem a ver comigo?

Algumas pessoas consideraram que seus comportamentos ou de seus parentes eram movidos pelos meus e pelos meus discursos. Atrelaram a mim a ruína de suas relações. Mas como, se o que mais fiz foi tentar salvá-los? O fato é que vi louvores virarem piadas, adoração virar cansaço, e culto virar evento social. Não queriam mais um pregador da Palavra, queriam um palestrante, um terapeuta, um humorista, ou qualquer coisa assim.

Mas tenho eu responsabilidade nisso tudo? Talvez sim, mas como ter sido diferente, pois no meu caminho de salvar a minha própria alma a única coisa que decidi entre os meus foi lhes ser transparente, honesto, sincero e escancarar até minhas vísceras?!

Meu pecado foi esquecer que a maioria das pessoas não deseja um líder humano. Precisam de ícones, de referências, de padrões morais. O problema é que quis salvar minha alma de me tornar uma coisa não humana chamada PASTOR, e quis apenas ser um homem que dentro de suas limitações cuidava daqueles que se permitiam ser cuidados por mim, um médico ferido.

E hoje, no primeiro dia de um novo ano, eu quero pedir perdão aos que erraram por minha causa, aos que se desviaram do Caminho por causa do meu caminho, aos que perderam a fé ou a negaram por não encontrarem em mim o que precisavam, aos que vacilaram na honra e na ética por não encontrarem em mim exemplo suficiente.

Saibam, nunca, nunca, nunca, foi minha intenção. Na verdade, tudo que quis foi o contrário, quis caminhar junto com todos, errando e aprendendo, mas sempre crescendo na Graça. O que aconteceu que vocês não viram isso?

Não! Não posso generalizar, parece sim que alguns entenderam, pois como fruto desse trabalho não tem só minha própria alma. Louvo a Deus por aqueles que em cruzando o caminho com o meu, melhoraram como pessoas, foram libertos do medo, do engano, da mentira e da religião hipócrita e se tornaram melhores pessoas e em tudo manifestam a glória de Deus.

Dessa forma, fazendo um balanço, sei que cometi erros no caminho por mim escolhido, mas ainda continua sendo o melhor caminho para o bem da alma. Felizes os que me ouvirem e entenderem que a única coisa que nos salva é o Evangelho que nos dá condições de sermos melhores. Não se trata de um aval para a loucura, mas da liberdade de construir o ser sem as amarras do engano.

Para melhorar ainda mais como gente e como pregador venho fazendo mudanças que não estão agradando a todos, mas julguem os motivos do não agrado. Eu não posso aceitar críticas de quem deseja de mim apenas o ator e não o homem de fé.

Em 2018 desejo continuar no processo de salvar a minha alma e continuarei pregando o Evangelho da Liberdade. Talvez minha postura não seja tão escancarada como antes, não por que desejo fingir qualquer coisa, mas para o bem da alma daqueles que em não tendo honra suficiente para assumir a própria vida, procuram em mim as justificativas de seus fracassos.

Que Deus me perdoe por todos os meus pecados e me ajude a ser o que peço desde a minha infância, ser uma pessoa que serve ao Evangelho!

Ivo Fernandes
1 de janeiro de 2018



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

1 Coríntios – Uma síntese


A Certeza

Deus é fiel (1.9)

A Promessa

Ele os conservará firmes até o fim, de modo que sereis irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo (1.8)

O ministério

Nós, entretanto, proclamamos a Cristo crucificado (1.23)

Deus, todavia, o revelou a nós por intermédio do Espírito! (2.10)

Nós, entretanto, não recebemos o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que vem de Deus, a fim de que possamos compreender o que por Deus nos foi outorgado gratuitamente (2.12)

Porquanto, assim como o corpo é uma só unidade e possui muitos membros, e todos os membros do corpo, ainda que muitos, constituem um só organismo, assim também ocorre em relação a Cristo. Pois todos fomos batizados por um só Espírito, a fim de sermos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um único Espírito. (12.12,13)

A fé

Cristo é o poder de Deus e sabedoria de Deus (1.24)

No entanto, em realidade, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele o primeiro dos frutos dentre aqueles que dormiram. Porque, assim como a morte veio por um homem, da mesma forma, por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porquanto, assim como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Contudo, cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; logo depois, os que são de sua propriedade na sua vinda. Então virá o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, potestade e poder. Porque é necessário que Ele reine até que absolutamente todos os seus inimigos sejam prostrados debaixo de seus pés. E o último inimigo que será destruído é a Morte. Pois Ele “tudo sujeitou debaixo de seus pés”. Porquanto, quando se afirma que “tudo” lhe foi submetido, é evidente que isso não inclui o próprio Deus, que conduziu todas as coisas à submissão de Cristo. Todavia, quando tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se submeterá àquele que todas as coisas lhe colocou aos pés, a fim de que Deus seja absolutamente tudo em todos. (15.20-28)

A esperança

“Olho algum jamais viu, ouvido algum nunca ouviu e mente nenhuma imaginou o que Deus predispôs para aqueles que o amam”. (2.9)

O Pedido

Suplico-vos, queridos irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que concordeis uns com os outros no que falam, a fim de que não haja entre vós divisões; antes, sejais totalmente unidos, sob uma mesma disposição mental e no mesmo parecer (1.10)

Assim, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus (10.31)

Segui o caminho do amor e exercei com zelo os dons espirituais; contudo, especialmente o dom de profecia. (14.1)
Vigiai, permanecei firmes na fé, portai-vos corajosamente, sede fortes! Fazei tudo com grande amor fraternal.  (16.13, 14)

Escrito por Paulo, o apóstolo, organizado por Ivo Fernandes

03 de dezembro de 17

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Cruz Eterna


Um dos textos recentes estudados em nossa reunião “Entendes o que lês? ” foi esse:

“ 26E o último inimigo que será destruído é a Morte. 27Pois Ele “tudo sujeitou debaixo de seus pés”. Porquanto, quando se afirma que “tudo” lhe foi submetido, é evidente que isso não inclui o próprio Deus, que conduziu todas as coisas à submissão de Cristo. 28Todavia, quando tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se submeterá àquele que todas as coisas lhe colocou aos pés, a fim de que Deus seja absolutamente tudo em todos.” (1 Co 15)

Um texto que me remete ao plano maravilhoso Daquele que executa tudo em todos (1Co 12.6).

Sim! Deus em quem creio é o Senhor soberano de toda a história. Por essa razão é que também creio que “O Cordeiro de Deus foi imolado por nós antes da fundação do mundo” (Apc 13.8), pois do contrário o sacrifício de Jesus seria um remendo numa história fraturada.

Ora, tal afirmação é um pilar da fé caminhante. Ela tira a cena da cruz história e a coloca no próprio Deus que não pode ser pensado com as nossas categorias de tempo e espaço. Deus não sofre com o tempo, não muda, não envelhece, a Cruz também não.

Antes de tudo houve Cruz! Logo, tudo o que foi criado carrega o potencial da Graça. Tudo veio da Cruz por causa da Graça, e tudo se dirige a Graça por causa da Cruz. Daí podemos afirmar que “todas as coisas cooperam conjuntamente, para o bem de quem ama a Deus. ” (Rm 8.28).

Deus amou o mundo (Jo 3.16), por isso para cria-lo precisou se entregar por ele antes. Assim, sem Cruz não haveria criação. E uma vez criado é pela cruz que tudo subsiste. A Cruz permitiu a criação, e ela mesmo que está conduzindo toda a criação para o próprio Criador.

Tudo começa em Deus por meio da Cruz e termina em Deus por causa da Cruz. Tudo que veio Dele, um Dia vai voltar para Ele! O Cordeiro Imolado é o fundamento de toda obra criada e a razão da reconciliação de todas as coisas Nele. 

E talvez alguém pergunte: Se a cruz vem antes como fica a questão do pecado? E aqui está a revolução. A Cruz vem antes da Queda. Sem Cruz não haveria criação, não haveria liberdade, não haveria pecado. Eis o mistério da salvação, quando pecamos já o fazemos no território da Graça.

Deus decidiu criar, e em razão da liberdade necessária, já criou tudo sob o manto da redenção. Viver com essa fé produz libertação de todo medo e culpa para sempre. A liberdade começa a partir dessa consciência. Não há a menor chance de haver um caminho de paz fora dessa consciência.

Afirmar tal soberania não é tirar de Deus a relação com sua criação, é antes assumir que fora de Deus não existe nada absoluto. Só Deus É e todas as demais coisas são Nele. Por isso se diz “Há um só Deus e Pai de todos, que age por meio de todos e está em todos! ” (Ef.4.6).

Dessa forma até para existir negando a Deus, é preciso ser em Deus. Toda escolha livre dos homens só pode ser feita Nele, sem o qual nada é. Logo, a Cruz antes não é o fim da liberdade dos homens, mas sua garantia. Pois até para escolher o inferno é preciso ser alvo da Graça revelada na Cruz.

Mas apesar da escolha da negação da Graça e do juízo advindo disso, a última cena da história é uma Comunhão Cósmica de todas as coisas e de todos em Deus. Uma cena que põe fim a todo exclusivismo religioso (Mt 8.11). Concluindo, o juízo existe, e só existe porque existe Graça, mas ao final, no entanto, a Graça e a Misericórdia triunfam sobre o Juízo. (Rm 8: 16-24).

E a garantia disso: O Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo!

Ivo Fernandes

26 de novembro de 2017  

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O papel das emoções no desenvolvimento do câncer


O tema proposto ainda é motivo de discussões entre especialistas, apesar da crescente admissão da relação entre as emoções e as doenças. Quanto ao câncer, é claro que como explica o psiquiatra Mario Alfredo de Marco, da Universidade Federal de São Paulo, “Não se pode ter uma visão reduzida, não é só pelas emoções que alguém ficou com câncer, há outros fatores que implicam no surgimento da doença”. No entanto, evidências mostram que os sentimentos podem ser um fator importante no desenvolvimento da doença. Já há vários estudos nessa linha.
A necessidade de falarmos sobre isso é evidente, uma vez que p câncer é uma das doenças mais devido ao número de mortes que provoca e pelos efeitos que causa em nível psicológico, afetando a sexualidade e a própria imagem pessoal. Mas não é só após a descoberta da doença que o cuidado com as emoções deve ser tomado. Alguns sentimentos como mágoa e estresse podem prejudicar a saúde e atuarem como fatores de risco para o aparecimento de vários tipos de câncer.
A mágoa, por exemplo, classificada como a perda do objeto real ou imaginário, pode ser causadora do desenvolvimento do câncer”, diz o psicólogo Nei Calvano, coordenador de psicologia do Centro Universitário Celso Lisboa.
Além disso, sentimentos como desilusões, tristeza e falta de ânimo, somados às mudanças sofridas no estilo de vida nas últimas décadas, deixam as pessoas mais estressadas, e levam ao uso abusivo de bebidas alcoólicas, cigarros e outras drogas, como uma alternativa para se desligar dos problemas. Podemos afirmar que o equilíbrio emocional é fundamental para a saúde física e psíquica. Aspectos fisiológicos e emocionais estão totalmente entrelaçados.
Como terapeuta há vários anos, seu que algumas pessoas possuem menos recursos para lidar com conflitos e, consequentemente, podem mergulhar no sofrimento durante anos e prejudicar a resposta funcional do sistema imunológico. “Determinados sentimentos, como o estresse e a mágoa, provocam uma liberação maior de certas substâncias neuroquímicas no organismo. Estas substâncias, como o excesso de adrenalina ou cortisol e a receptação da serotonina, afetam diretamente o corpo” (Nei Calvano).
Portanto que fique claro que não estamos dizendo alterações emocionais são causas diretas para o desenvolvimento do câncer. Mesmo nos casos em que não há fatores de risco associados não se pode afirmar cientificamente que o fator desencadeante foi provocado por aspectos emocionais. O que se pode considerar é que situações de intenso sofrimento prolongado provocam alterações físicas e emocionais resultando em um campo de vulnerabilidade para o adoecimento. Hoje sabe-se que o sistema nervoso autônomo, responsável pela coordenação do funcionamento de todos os órgãos internos, é regulado pelo sistema límbico, que por sua vez é afetado pelas experiências afetivas e emocionais do indivíduo em seu contexto social.
O problema mente-corpo tem sido tema de discussão desde a antiguidade. As concepções sobre saúde e doença e sobre a natureza das enfermidades constroem-se dentro de uma perspectiva dualista, que considera mente e corpo como entidades distintas, ou numa perspectiva monista, que considera a unicidade e indissolubilidade de ambos. Ao longo da história, tem-se observado oscilações entre ambas as concepções que repercutem também no pensamento médico.
Na Grécia Antiga, Aristóteles e Hipócrates consideravam o homem como uma unidade indivisível. Hipócrates (460 a.C.), numa tentativa de explicar os estados de saúde e enfermidade, postulou a existência de quatro fluidos (humores) principais no corpo: bile amarela, bile negra, fleuma e sangue. Desta forma, a saúde era baseada no equilíbrio destes elementos. Ele via o homem como uma unidade organizada e entendia a doença como uma desorganização deste estado. Hipócrates entendia que a doença não representava a vontade divina, mas surgia por antecedentes lógicos. A saúde, para ele, consistia de um equilíbrio harmônico com o mundo ao redor, enquanto a doença surgia de desafios a esse equilíbrio. Essa visão racionalista fundamenta a medicina moderna (VOLICH, 2000).
No início do século XX, Freud resgata a importância dos aspectos internos do homem com o desenvolvimento da teoria psicanalítica. A compreensão da relação mente-corpo, até então, era baseada numa visão dualista, tanto em relação ao princípio como em relação à função desses dois aspectos. O funcionamento de ambos era considerado quase que independente um do outro e a interação ocorreria numa via dupla de forma psico-somática ou somato-psíquica. A compreensão da interação mente e corpo ganha novas perspectivas a partir da Psicanálise, quando ambas as dimensões são pensadas de forma conjunta e dinâmica, possibilitando a criação de um campo de saber denominado Psicossomática (VALENTE e RODRIGUES, 2010)
No final do século XIX, Freud (1835-1930) resgata a importância dos aspectos internos do homem com o desenvolvimento da teoria psicanalítica. Não encontrando lesão orgânica nos corpos das histéricas que justificassem os sintomas apresentados, Freud (1893), em seu livro “Algumas considerações para um estudo comparativo das paralisias motoras orgânicas e histéricas” afirma que “a histeria se comporta como se a anatomia não existisse, ou como se não tivesse conhecimento desta”. Uma paralisia nos membros inferiores ocorria mesmo com os músculos e nervos intactos, ou uma afasia ocorria sem que a área de Broca estivesse comprometida. Pela hipnose, podia-se retirar ou até alterar os sintomas momentaneamente, demonstrando que o organismo estava em condição de funcionamento “normal”. Exemplos como esses desafiaram a Medicina da época, pois não havia até então explicação para esses eventos, fazendo com que a histeria caísse no âmbito da encenação e teatralidade. Pelo método da associação livre, que se tornou a técnica psicanalítica por excelência, as histéricas diziam o que lhes vinha à mente e acabavam por relembrar uma cena traumática e que, de certo modo, esse trauma se associava com os sintomas. Essa associação era tal que, ao conseguir verbalizar a situação traumática, os sintomas eram abrandados. Assim, eles passam a possuir um sentido que é construído pelo sujeito, uma motivação que é desconhecida para o indivíduo, é inconsciente, mas remontando a uma cadeia lógica, ao verbalizar e trazer à tona esse evento traumático e reprimido, os sintomas eram aliviados (FREUD, 1895). Apesar de não ter se aprofundado nas questões de somatização, com os estudos sobre histeria, Freud assinala a relevância dos aspectos psíquicos em algumas manifestações somáticas, fornecendo bases para se pensar na interação entre o psíquico e o somático a partir da psicanálise.
Apesar das divergências existentes entre os diversos autores, nota-se um consenso acerca da existência de uma relação entre aspectos cognitivos, emocionais e manifestações somáticas, excluindo a possibilidade de uma completa separação funcional entre mente e corpo. É unânime a convicção de que processos emocionais são acompanhados por alterações fisiológicas, demonstrando a interligação entre mente e corpo. Há pelo menos quatro possibilidades de entendimento filosófico desta relação, todas elas de interesse para a psicossomática:
a) Uma via de mão única entre mente e corpo, tal que os processos mentais teriam efeitos somáticos, mas não vice-versa. Esta interpretação é consistente com o Monismo Idealista, para o qual mente e corpo formam uma unidade determinada pelos processos mentais;
b) Uma via de mão única entre corpo e mente, tal que os processos somáticos teriam efeitos mentais, mas não vice-versa. Esta interpretação é consistente com o Monismo Materialista (ou Epifenomenalismo), para o qual mente e corpo formam uma unidade determinada pelos processos materiais, sendo negada a possibilidade da chamada "causação mental", ou seja, a possibilidade de um processo mental produzir efeitos físicos;
c) Uma via de mão dupla entre mente e corpo, de tal modo que os processos mentais teriam efeitos somáticos, e os processos somáticos teriam efeitos mentais. Esta concepção corresponde a um Monismo Neutro ou Interacionista, que admite tanto a causação mental (dos processos corporais), quanto a causação corporal (dos processos mentais);
d) Uma unidade mais profunda entre corpo e mente, os quais seriam diferentes aspectos de um substrato único. Nesta concepção, os processos físicos do corpo são também mentais, e vice-versa, não se podendo utilizar o conceito de causação entre os aspectos. Ao invés de causação, pode-se referir a um isomorfismo de processos corporais e mentais. Esta concepção remete ao Paralelismo Psicofísico de Espinosa (vide Ferreira, 2010), ou ainda ao Monismo de Duplo Aspecto de Velmans (2009).
Os resultados científicos disponíveis não restringem as possibilidades de interpretação dos fenômenos psicossomáticos a uma das alternativas acima. Ressaltamos a importância de se discutir tal diversidade de interpretações viáveis, ensejando esforços colaborativos no sentido de se melhor compreender a complexidade do ser humano e do processo saúde - doença.
A partir daqui aponto algumas considerações clínicas da minha prática terapêutica, a fim de demonstrar caminhos viáveis para evitarmos o desenvolvimento das doenças.
Primeiro – existe uma crescente relação entre relacionamentos mal resolvidos e a manifestação de algumas doenças. A maioria desses relacionamentos são alvos da questão ideal-real, além de lidarem constantemente com a sensação de expectativa de abandono. Para lidar com situações como essas, é preciso um reformular de nossos preconceitos e conceitos que não estão fundamentados na razão, além de profundo autoconhecimento.
Segundo – existe uma relação de dependência emocional e a manifestação de algumas doenças. Pessoas que não conseguem tomar decisões, nem lidar com escolhas, e que geralmente responsabilizam os outros por tudo apresentam na clínica mais o desenvolvimento de doenças. É preciso reconhecer a fonte dessa incapacidade e terapias que promovam a autonomia.
Terceiro – num outro extremo estão as pessoas que tem apresentando um desamor, um desapego extremo, em geral essas pessoas são vítimas de emoções fortíssimas como o ódio ou a mágoa e o stress. Tais pessoas apresentam doenças diversas.
Falemos destes dois aspectos: a mágoa e o stress.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular mostrou que 54% das mulheres, com histórico de câncer, apontaram fatores emocionais como tristeza, mágoa e rancor no aparecimento e desenvolvimento da doença.
O estresse é outro fator de grande importância, tanto pela sua influência no surgimento do câncer, como também como agravante no processo cancerígeno. Quando estamos estressados, o organismo libera o cortisol, hormônio que em excesso enfraquece o sistema imunológico, produzindo algumas modificações na estrutura e na composição química do corpo, o que, consequentemente, provoca uma desorganização nas células, contribuindo para o desenvolvimento do câncer.
Nossa mente não se desliga do nosso corpo, nem por um segundo, estamos sempre conectados com conteúdo internos e, na sua grande maioria, inconscientes. A primeira ação é mudar a sua atitude perante a vida. Ser mais otimista, adotar um estilo de vida saudável, gerenciar o estresse, encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, sair com os amigos, com a família, viajar, ir ao cinema, encontrar uma atividade de lazer que dê prazer, e, acima de tudo, praticar pensamentos positivos no dia a dia.
Eu costumo dizer aos meus analisando que eles precisam sempre analisar o estado de saúde emocional deles, tendo pelo menos 5 atividades diferentes na vida, quanto menos diversidade mais propenso a desenvolver doenças.
Conselhos práticos para isso, envolvem: Fazer coisas que se gosta; aprenda a dizer não, reconhecendo seus limites; gastar um tempo consigo mesmo, afinal há um problema se não conseguimos estar a sós conosco mesmo; permita-se expressar seus sentimentos, sem guardar mágoas ou ressentimentos ou ser ofensivo, lembre-se há uma diferença entre ser verdadeiro e ser ofensivo; não tenha muitas expectativas, mas não deixe de se planejar; aprenda abrir mão, deixar pra lá, a coisas mais importantes do que vencer toda discussão; curta boa música, leia bons livros, vá ao teatro e ao cinema, não esqueça o mar e as serras; Dance, namore, estude, aprenda coisas novas. Lembre-se das cinco atividades, que tal elas envolverem: atividades artísticas, educacionais trabalho, espiritualidade e relacionamentos afetivos?!
Enfim, não podemos evitar todas as doenças mas podemos enfrenta-las e vencê-las, pois, até para quem faleceu com um câncer, mas não permitiu que ele destruísse sua vida enquanto vivo, temos aí um vencedor.
Boas emoções para todos nós!
Ivo Fernandes

Referências
BUNEMER, E. Desafetação: a dificuldade de investir no objeto. IDE. 26:28-42, 1995.
CASETTO, S.J. Sobre a importância do adoecer: uma visão em perspectiva da psicossomática psicanalítica no século XX. Psyquê. 17: 121-142, 2006.
CASTRO, M.G.; ANDRADE, T.M.R.; MULLER, M.C. Conceito Mente Corpo através da história. Psicol Estud. 11(1): 39-43, 2006. CRITCHLEY, H.D.
DAMÁSIO, A.R. Em Busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos. 1ª Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. DEJOURS, C. Biologia, Psicanálise e somatização. In: VOLICH et al.. Psicossoma II - Psicossomática Psicanalítica. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1998.
DEJOURS, C. As doenças somáticas: sentido ou sem-sentido? Pulsional. Revista de Psicanálise.12(118):26-41, 1999.
ÉPINAY, M.L. Groddeck: a doença como linguagem. São Paulo: Papirus, 1988.
FREUD, S. (1893). Algumas considerações para um estudo comparativo das paralisias motoras orgânicas e histéricas. In: Freud S. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, v. 1, p. 199-216, 1996.
FREUD, S. (1894). As neuropsicoses de defesa. In: Freud S. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud Vol. 3. Rio de Janeiro: Imago, v. 3, p. 51-74, 1996.
FREUD, S. (1895) Estudos sobre a histeria. In: Freud S. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. Cruz e Pereira Junior. Corpo, Mente... 65 Rev. Simbio-Logias, v.4, n.6,

HORN, A.; ALMEIDA, M.C.P. Sobre as bases freudianas da psicossomática psicanalítica: um estudo sobre as neuroses atuais. Revista Brasileira de Psicanálise. 37(1):69-84, 2003. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Sobre casamento ou amor?!


Olha eu aqui de novo falando de casamento! Ou seria sobre amor?!

E o que eu sei sobre isso? A verdade é que o que eu sei, sei para mim e algumas vezes servem para alguns que insistem em me seguir ou ouvir.

Sempre fui um defensor do amor, não o exclusivamente romântico, mas daquele tipo de amor que nos dá convicção e principalmente força para sermos o que temos que ser. Sem esse tipo de amor nenhuma relação é possível. Outras razões podem ser causa inicial de casamento, mas sem esse amor, jamais produzirá felicidade associada a maturidade.

O amor é uma necessidade fundamental do ser humano. A paixão é uma sensação indispensável, pois sem a ela a vida seria sem dúvida sem graça. É preciso encontrar alguém que nos faça bater forte o coração e justificar loucuras.

Quando o amor e a paixão se encontram então temos uma receita maravilhosa. Daí procederá bom humor, alegria, prazer. Porém sem amor a paixão tem um tempo muito curto, é o amor que promoverá meios de nos encantarmos de muitas outras formas.

Num casamento o amor é essencial pois é somente ele que garante a durabilidade, nada mais garante. Sem amor qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, as cobranças nos desgastam e por fim acabamos por sepultar uma relação que poderia ser duradoura.

Não são apenas de palavras que uma relação se sustenta. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. É necessário RESPEITO, que não permitirá agressões, disposição para ouvir, paciência.

Sem isso será impossível lidar com a imprevisibilidade das relações. Sim! É preciso ter maturidade amorosa para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.

O amor é inteligente. Por isso é só ele é capaz de lidar com o stress do dia a dia, com as rejeições, com as surpresas da vida.

O amor tudo suporta porque é feito também de silêncio. Silêncio que respeita o espaço e o tempo do outro. Por isso o amor não exige, não controla, não arde em ciúmes.

O amor é leve e trata tudo com leveza, sabe calar, sabe deixar pra lá, sabe separar as coisas. Sim, o amor não é uma fusão, antes é uma admissão das diferenças.

O amor pode durar para sempre, mas para isso é preciso desenvolver o amor pois só com a paixão nenhum amor se sustenta.

Ivo Fernandes

4 de novembro de 17

O Evangelho e o empoderamento feminino

(palestra apresentada no "encontro entre elas 2017" da igreja betesda do conjunto ceará)

O termo Empoderamento feminino está em voga, e significado tem assumido aspectos filosóficos, sociológicos, políticos. A questão central do empoderamento consiste na tomada de consciência do indivíduo a respeito de sua autonomia e competência para gerir o seu destino. Falando de empoderamento feminino também aponta para o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros, por exemplo.

Na história da Igreja houve mulheres que tiveram um papel decisivo e desempenharam tarefas de valor considerável. No Cristianismo primitivo as mulheres tiveram uma participação relativamente ativa: “contavam-se mulheres entre os primeiros seguidores de Jesus”. Algumas, notadamente em Corinto, exerceram um papel de liderança. Ao que tudo indica, sua autoridade adveio da posse de dons carismáticos como a profecia e a glossolalia.

A igreja tanto nomeou diaconisas como diáconos para atuarem no desenvolvimento de cerimônias cristãs religiosas. Muitas mulheres nas escrituras me chamam a atenção, Maria mãe de Jesus, Maria Madalena, porém uma delas me ensina bastante e é dela que tenho mais falado durante todos os anos de meu ministério, trata-se da mulher samaritana.

Penso ser a história da samaritana uma história adequada para pensarmos o tema do empoderamento feminino a partir do Evangelho. Jesus em uma de suas viagens evangelísticas precisa voltar para a Galileia e no meio do caminho decide passar pela região da Samaria. Sua decisão, no contexto histórico, poderia ser considerada como insana, já que os judeus e os samaritanos possuíam péssimas relações entre si, e tendo ele outras opções de caminho para voltar ao seu destino. O povo samaritano era muito hostilizado pelos judeus, sofriam um grave racismo por aqueles que eram proclamados como “filhos de Deus”.  A sociedade judaica era essencialmente machista e patriarcal. O preconceito era tão grande que os judeus homens (principalmente os fariseus) todos os dias ao acordar tinham o costume de agradecer a Deus por não serem mulheres e por não serem samaritanos.

Era meio dia, horário de almoço, um horário impróprio para se buscar água numa região desértica por fazer muito calor, as mulheres não tinham o costume de buscar água nesse horário. Provavelmente esta mulher estava lá por um motivo mais sério, é possível que essa mulher possuía algum problema com sua comunidade vivendo excluída de sua sociedade. Jesus chega ao poço e a vê e diz “Por favor, me dê um pouco de água. ” (João 4:7).

No momento em que ele pede água ele quebra o primeiro preconceito: “A proibição de falar com uma mulher, ou seja, o machismo judaico”. O segundo grande dilema que Cristo quebra neste momento é o dele pedir água do mesmo copo que o dela, o que o tornaria amaldiçoado ou imundo (na cultura judaica da época), impossibilitando-o de prestar cultos a Deus por 40 dias. E principalmente Jesus teve com essa mulher uma das conversas mais profundas sobre espiritualidade, fazendo dela uma missionária aos samaritanos.

Dessa forma Jesus empodera aquela mulher. Ela que pelo contexto textual parecia ser uma mulher repudiada que agora estava com um homem que, portanto, não era seu marido, encontra em Jesus, outra forma de se enxergar. Jesus deve ter enxergado uma mulher de personalidade forte para aquela época, com opinião formada, que questiona teologicamente um homem judeu, e o que era visto pelos outros como ofensa gravíssima é aceito por Jesus e valorado.

Vejo na mulher Samaritana um modelo adequado para se falar de empoderamento feminino. Mulheres sem direitos, sem voz, mas que ousam a argumentar, ousam questionar o sistema que as oprimi tem na samaritana seu símbolo libertário.

Em Jesus e em seu Evangelho não há lugar para nenhum preconceito, inclusive os machismos e sexíssimos. A samaritana foi uma das primeiras a quem ele se revelou de fato. Maria Madalena, é outro exemplo, a primeira pessoa a quem Jesus apareceu depois de ressurreto segundo a Bíblia.
Cristo agiu corajosamente contra o preconceito e o machismo na conversa com a mulher samaritana e na parábola do Bom Samaritano. E todos os seus discípulos são convocados a se posicionar profeticamente contra o machismo, contra a desigualdade, contra a violência e contra o preconceito. Temos que agir profeticamente na sociedade contra o sistema que objetifica sexualmente as mulheres como meras propriedades ou consumo sexual. Que não reconhece suas competências e não valorizam suas ações e trabalhos. Que não admite o direito do corpo, e do seu próprio prazer.

Em Cristo não há homem e nem mulher, mas enquanto isso não for uma realidade entre nós, precisamos reforçar aquela que no decorrer dos anos foi oprimida e ignorada.

Ivo Fernandes
22 de setembro de 2017


A comunhão para além dos muros da Religião

Leitura:  Gálatas 3 “Nem judeu nem grego” O Evangelho não é religião simplesmente porque não se limita por credos, crenças ou ...